The Exact Names
Esta fic é uma continuação autorizada de "A Change of Names", do CassBoy. (/s/7778870/1/A_Change_of_Names)
Disclaimer: Os personagens desta história obviamente não me pertencem. Eles são de propriedade do Leonard Freeman e da CBS. Não lucro nada com ela, a não ser a diversão que tenho ao escrevê-la e os reviews ( ^^ )
Conteúdo: Romance – Slash McDanno (Dois homens muito machos, mas que se pegam. Algum problema?).
Sinopse: Um nome é uma palavra poderosa. Ainda mais quando está ligado a alguém que tem sobre você um poder ainda maior.
Beta: MarySpnJ2
SURPRESA PARA A MINHA BETA AMADA E PARA SEU ESCUDEIRO! SIM, EU ESTAVA ESCREVENDO PUTARIA ESCONDIDO! SIM, EU TERMINEI UM FIC! NÃO, NÃO É UMA ILUSÃO!
Re e Sam, meus amores, esse capítulo é pra vocês. Aproveitem, meus amores.
O trajeto até a casa de Steve pareceu mais longo que de costume, apesar dos pouquíssimos minutos, principalmente com Danny passando a mão na coxa do motorista displicentemente. O Seal sorria de um jeito malicioso, fingindo que estava bem com aquilo, mas no fundo estava aproveitando para pensar em diversas maneiras de se vingar daquela pequena tortura disfarçada de carícia.
Danny olhava a paisagem enquanto sua mão deslisava para cima e para baixo, como se aquilo fosse a coisa mais normal do mundo. Ao chegar perto da virilha do companheiro, podia sentir o tecido da calça esticado pelo volume incomum do local. Estava segurando a vontade de rir, pois se o fizesse, tinha certeza que Steve pararia o carro e o faria pagar por aquilo ali mesmo, sem se importar com as consequências.
Steve mal estacionou nos fundos da casa e já pulou do carro. Danny ainda permaneceu por lá o tempo de dar um suspiro e pensar na besteira que estava fazendo. O loiro resolveu sair quando viu Steve a frente do carro com uma fisionomia impaciente, que foi respondida por um baixar de cabeça do policial de Jersey, logo depois levantou apenas os olhos e finalmente abriu a porta, dirigindo-se à frente do veículo também.
- Você tem certeza que quer fazer isso? - Danny perguntou gesticulando como sempre fazia quando estava nervoso. - Sei lá, a gente poderia tomar umar cervejas e…
- Sim, eu tenho certeza - O comandante respondeu pegando o loiro pelo colarinho e o derrubando no capô do carro.
- Caralho, Steve! - Danny esbravejou. - Você não tem nenhum amor pelo meu carro!
- Ele vai aguentar, não se preocupe - dito isso, Steve terminou o diálogo beijando o 5-O com determinação.
Nada poderia ser dito em meio àquele beijo lascivo, difícil de descrever sem usar palavras como luxúria, lascívia ou libidinoso, todos os sinônimos para dizer que era molhado, indecente e necessitado. Sem fugir do script, as mãos contribuiam ora para trazer para mais perto, mais apertado, ora para explorar áreas como o abdomem e o quadril. Afoitas, as mãos também se apressaram em terminar de retirar a gravata afrouxada pouco tempo antes e abrir os botões remanescentes da camisa de um e retirar a camisa e camiseta do outro.
Não demorou muito para que as respirações competissem com a brisa do mar, assim como o movimento dos corpos que pareciam competir com as ondas, sobre o capô do Camaro prateado, invejado pela lua. Mas o cenário ao redor, só venceria o desejo daqueles corpos se ocorressem todas as catástrofes naturais ao mesmo tempo. Sem chance.
Steve beijava o pescoço de Danny, segurava em sua cintura e apertava-o contra si mesmo. Já o loiro, não podia fazer muito, além de gemer contidamente perante aquilo que poderia comparar ao ataque de um animal: garras em seu quadril, dentes em seu pescoço e movimentos que o estavam matando. Felizmente, era de prazer.
- Steve, nós não podemos ir lá para dentro? - Danny perguntou entre os gemidos, desconfortável com a situação.
O Seal acenou negativamente com a cabela e se apressou em abrir a calça do parceiro, fazendo-a cair no chão, acompanhada do cinto que tilintou com a queda. Os olhos eram decididos, como Danny só havia visto quando o marinheiro estava em ação e tudo que podia fazer era observar. Steve trilhou um caminho de beijos pelo tronco do outro, como se já houvesse um destino certo, com longitude e latitude. Baixou também a cueca, aproximando-se de seu alvo para então abocanhar de uma só vez.
O policial jogou a cabeça para trás, batendo-a contra o capô, podendo-se ouvir o barulho do metal sendo atingido, como também o do gemido mais forte que havia soltado. Daquela posição, não poderia observar o sorriso de satisfação no canto da boca de Steve, pois não havia nada que gostava mais do que ver Danny fora de controle, pelo menos, não ainda.
Mãos habilidosas acariciavam as pernas e partes muito mais íntimas do detetive. O comandante explorava toda a área, com toda a perícia de um soldado que não poderia deixar o perímetro descoberto. Já sua boca descia e subia alternando o ritmo, testando os limites da sanidade do loiro.
Danny não conseguiu se controlar por muito tempo, derramou-se na boca do outro, gemendo sem nenhum pudor.
- Hey, amigo - Steve falou enquanto se levantava e limpava o canto da boca. - Você parece um tanto acabado.
O loiro abriu a boca e levantou o indicador, abrindo a boca para falar, no entanto, só conseguiu respirar fundo e desistiu de responder qualquer coisa quando Steve o beijou novamente.
- Isso foi… Isso foi - suspirou. - Uau!
- E nós mal começamos - Steve respondeu esfregando sua ereção na perna de Danny.
- Você sabe que está me assustando com isso, não sabe?
- Não é bem essa a ideia, Danno.
- Oh, merda, não me chame assim.
- Assim como? Danno?
- Pare com isso, Steve! Minha filha me chama assim, mas na sua boca soa… Soa pornográfico.
- Danno… Danno, Danno. - Sussurrou a última vez bem próximo a orelha do loiro.
- Ah, cale essa boca - desta vez, Danny puxou o Seal para mais um beijo, o que foi mais que suficiente para reacender o detetive.
Interrompendo o beijo, Steve se afastou.
- O que? - Danny questionou quando viu o comandante se afastando. - O que você está fazendo?
- Você não queria entrar? - Steve sorriu divertido.
- O que?! Você?!
Steve apenas virou as costas e entrou na casa, indo direto para o quarto, angustiado pela dor em seu baixo ventre, mas era por pouco tempo. Só queria tirar Danny do sério e precisava de algo que estava no quarto. Por mais necessitado que estivesse, a situação permitia unir o útil e o agradável, ainda que o agradável fosse apenas ver o outro bufando de raiva.
Enquanto isso, Danny praguejava, tentando ajeitar-se, pois suas calças estavam enroscadas em seus pés. Subiu-as como pode e entrou andando desajeitado a procura de Steve. Ao passar pela porta do quarto, foi surpreendido pelo moreno que abraçou-o por trás.
- Você demorou. - Steve resmungou entre as leves mordidas no ombro do companheiro.
- É, eu parei para comprar cigarros no caminho, seu filho - Só ao final da frase é que Danny percebeu que Steve já não usava nenhuma roupa e roçava sua ereção em seu traseiro. - da puta.
O Seal sorriu com a reação já esperada, apertou o membro do outro sobre a cueca e recebeu um gemido longo de aprovação em resposta. Conduziu Danny até a cama, deixando as últimas peças de roupa pelo caminho, fazendo-o deitar-se de barriga para baixo e rastejaram desajeitadamente entre beijos e lambidas até o meio da cama.
Entre beijos e mordidas, Steve deslisou os dedos até a entrada de Danny. Sentiu o outro ficar tenso com o contato.
- Eu não vou te machucar.
- Eu duvido - Danny respondeu com sarcasmo.
Steve alcançou o tubo de lubrificante e a camisinha que deixou sobre a cama, rindo. Danny era a melhor coisa que já tinha acontecido em sua vida e agora estavam ali, dividindo a mesma cama. Vestiu o preservativo e espalhou uma grande quantidade de lubrificante por toda a extensão de seu membro. Voltou a rir quando viu Danny com o rosto enfiado no travesseiro, apertando-o. Se não fosse o tronco largo e delineado, com músculos a vista, poderia compará-lo a uma criança, mas estava muito longe disso. Observou todo o conjunto, massageando seu membro ao mesmo tempo. Braços fortes em volta do travesseiro, com linhas musculares perfeitas descendo pelas costas, o bumbum redondo, muito melhor agora do que quando ficava a vista nas calças sociais que o marcavam. O marinheiro teve que se conter, ou terminaria aquilo sozinho e antes do tempo.
- Danno? - Steve chamou deitando-se sobre o corpo do outro novamente.
- Hum? - o loiro respondeu sem tirar o rosto do travesseiro.
- Deixa eu te ver.
- Você precisa mesmo fazer isso? - o loiro correspondeu, contrariado.
- Eu preciso de você e que você relaxe.
Danny sentiu um primeiro dedo invadindo-o, com cuidado. Apertou os olhos e controlou-se para não xingar Steve de todos os nomes possíveis. No entanto, o outro tinha razão e ele precisava relaxar. Precisava assumir que estava desejando aquilo tanto quanto o outro. Respirou fundo, apertou os dentes e prendeu a respiração quando sentiu um segundo dedo lhe explorando. Soltou o ar em um gemido longo e rouco.
- Faça logo, Steve, antes que eu desista.
- Se quiser, nós podemos parar…
- Cala essa boca e faz logo!
Sem responder, o comandante tirou os dedos, empurrou uma das pernas de Danny para que ela ficasse dobrada para a lateral do corpo. Deu um beijo de canto de boca no parceiro e observou suas feições. O corpo parcialmente virado para o lado, um braço sobre o travesseiro e o outro abraçando o objeto pela lateral. O rosto estava vermelho, suado e podia observar a boca parcialmente aberta e movendo-se pela entrada e saída do ar. O cabelo impecável que o outro usava já não estava tão ordenado, o que lhe dava um ar de rebeldia e deixava ainda mais erótico.
Em meio a tantos pensamentos, ajeitou-se apoiando uma das mãos ao lado de Danny e começou a penetrá-lo. Conteve-se ao ver o amigo apertar com força a lateral do travesseiro e ranger os dentes.
- Tudo bem?
- Tudo. Continue - Danny não deu margem para que Steve ficasse em dúvida.
Com cuidado, o soldado continuou o que fazia, entrando devagar, parando quando achava necessário e movendo-se lentamente, quando sentia o corpo do outro relaxar um pouco.
Não demorou muito para que o corpo de Danny se acostumasse e o que era doloroso se tornasse uma necessidade. O detetive do continente passou a acompanhar os movimentos do outro, ajudando a colar ainda mais seus corpos.
Danny segurou firme a mão de Steve que estava na lateral de sua cintura. Ambos gemiam quando os corpos se chocavam, os suores se misturavam, assim como todos os sons produzidos. Uma calamidade de desejos liberados. O loiro conduziu a mão de Steve que apertava sua cintura até seu próprio membro, ajudando-o a sentir mais prazer. Não demorou muito para que ambos tivessem um orgasmo devastador, em um bom sentido da palavra.
Steve deixou o corpo tombar para o lado, livrando-se do preservativo em seguida. Danny permaneceu na mesma posição, sem forças e vontade de se movimentar. As respirações foram se normalizando e logo estavam mais calmas do que a brisa que balançava as cortinas da janela.
O marinheiro foi o primeiro a se mexer, voltando a abraçar o corpo de Danny, envolvendo sua cintura e encaixando uma das pernas entre as do outro, que permanecia de costas para ele.
- E agora? - Danny questionou.
- Agora a gente dorme, como você queria.
- Você entendeu o que eu quis dizer.
- Eu entendi e repito o que eu disse: agora a gente dorme.
Danny bufou e ajeitou a cabeça no travesseiro para dormir, mas não sem antes abraçar a mão do moreno que o enlaçava. Aquele desastre estava só por começar.
Deixo aqui um beijo para uma loira linda da minha vida...
Deixo também um beijo para a minha beta honorária...
E deixo meu amor para meus homenageados.
Obrigada a quem tiver coragem de ler ainda.
Beijos =*