Guilty Pleasure

Título: Guilty Pleasure/Prazer Culpado
Autor(a):
L'Amelie
Tradutora:
Leili Pattz
Beta:
Mayra Karoline
Shipper:
Bella/Edward
Gênero:
Romance, Drama
Censura:
M
Sinopse:
"Tenha cuidado com o que deseja porque pode se cumprir." E agora que eu estava sob o poder do Dom Edward Cullen e estava cumprindo todos os sonhos dos meus romances eróticos, era feliz com ele?

Disclaimer: A fanfic pertence à L'Amelie que me autorizou a tradução, Twilight e os personagens em sua maioria pertencem a Stephenie Meyer, e a mim somente a tradução.

A história contém cenas de sexo explícito e logo mais a frente em alguns capítulos, terá cenas de BDSM, se você não gosta de fanfic desse estilo então não leia.


Capítulo 1 – Sacré Coeur (Sagrado Coração)

"Olhei-me no espelho e dei um último toque nos lábios; caminhei até a cama e coloquei o vestido; era preto, sexy, provocador, e para meus fins era perfeito. Peguei minha pequena bolsa, preta também e coloquei a chave/cartão do meu quarto, alguns dólares e algumas camisinhas. As garotas prevenidas valem por duas.

Eu fui para o elevador e no meu lábio superior apareceu um leve tremor. Não era nervoso. Era uma sensação de antecipação, esse que quando se está prestes a experimentar algo realmente excitante e eu estava ponto de fazê-lo…

Teria sexo com um estranho...

Fui para o bar do hotel e com cada passo que dava, meu sexo se umedecia pelo roçar da minha suave calcinha de seda igual os meus mamilos que ficaram duros ao tocar no tecido do meu sutiã, era uma sensação deliciosa de sentir meu desejo a flor da pele, só precisava encontrar alguém para compartilhá-lo.

Entrei e dei uma olhada rápida no local, a maioria dos homens de terno estavam tomando uma bebida após um dia de trabalho. Ninguém que chamasse a minha atenção. Eu iria tomar um Apple Martini e, logo perguntaria por um bar com mais movimento. Eu escolhi uma mesa em um canto e uma garçonete se aproximou, eu pedi a minha bebida e logo o vi. Ele entrou no bar com confiança, talvez até mesmo arrogância em sua expressão e em seu andar. Eu não tinha dúvida de que ele era um homem que eu sabia o que queria... e o iria conseguir.

Era o homem indicado para a minha fantasia.

Ele estava todo vestido de preto, desde sua camisa até os seus jeans. Diabos! Eu amava homens de preto, eu adorava a maneira como a sua calça jeans moldava na sua bunda. O deixavam extremamente sexy, pois não vestia calças largas, como o resto dos homens no bar. Parecia mais duro. Mais perigoso.

Emanava dele um poder sexual que deixava a minha boca seca e fazia o meu sexo latejar. Minhas mãos suavam e o tremor dos meus lábios desceram até as minhas pernas. Seus braços mostravam uns fortes músculos trabalhados sem exageros, seus quadris eram estreitos e essa boca... Eu podia sentir isso percorrendo cada centímetro do meu corpo. Meu sonho feito realidade pediu uma cerveja ao barman e depois de lhe dar um bom gole virou-se para dar uma passada de olhar pelo lugar rapidamente. "Que me olhe!" "Que me olhe!" roguei, e ele o fez.

Nesse momento meus olhos foram capturados pelos seus. Uma corrente forte golpeou o meu corpo desde o meu peito até o centro do meu sexo, fazendo-me abrir a minha boca e meus lábios convidativos. O estranho me percorreu com o olhar e eu, decidida e engolindo nó que se formou na minha garganta, o segurei enquanto meus dedos deslizavam para cima e para baixo na haste do meu copo de Martini. Ele virou-se, pagou e pegou a garrafa para ficar de pé e se dirigir até a mim entre as mesas do bar, sem tirar os olhos meus. Eu tinha certeza de que ele podia ouvir o ritmo acelerado das minhas batidas e que também era capaz de sentir o cheiro da minha excitação igual o meu rubor que não passaria despercebido. Eu sabia. Ele se aproximou e sem perguntar puxou uma cadeira deslizando-se por ela; inclinou-se para mim com todo o seu corpo ficando muito próximo da minha boca. Eu sobressaltei um pouco quando senti o seu joelho roçando na minha coxa. Minha respiração estava se agitava.

Olá – eu disse com uma voz delicada e suave – sou...

Shhh – me cortou e sorriu – não me importa o seu nome, é melhor me dizer o que faz tão sozinha.

Bom, eu...

Sem medo, eu não mordo... muito forte – roçou seus lábios com os meus – Qual é o seu mais profundo e obscuro desejo? Que quer mais do que tudo nesse momento? Nesse exato momento.

Eu... quero ser fodida por um... estranho.

Por um estranho?

Eu... quero ser fodida por você.

Eu gosto de honestidade.

Quero saber algo de você... como se chama? A o que se dedica?

Nem meu nome, nem o que eu faço vão influenciar em como eu te farei gozar.

Mas...

Sem, mas – disse com firmeza – tire a calcinha.

Está louco? – disse alarmada, não estaria falando sério. Ele arqueou uma sobrancelha em desafio e depois de uns intermináveis segundos em que não me movi ele se empurrou em seu lugar com toda a intenção de se levantar – Não!

Furtivamente olhei em volta para garantir que ninguém prestava atenção em mim, subi as minhas mãos nos meus quadris por debaixo do meu vestido e calmamente comecei a abaixar minha molhada calcinha.

Olhe para mim linda, não afaste o olhar de novo!

Obedeci para distrair um pouco de nervosismo que se apoderou de mim, eu me curvei um pouco e calcinhas passaram por meus joelhos finalmente caindo aos meus tornozelos.

Me dê.

Fechei a pequena peça em meu punho e a coloquei na palma da sua mão que descansava aberto sobre a mesa. Ele a levou até seu nariz e aspirou profundamente.

Sua excitação tem o cheiro mais maravilhoso que já conheci, está molhada por mim, não é verdade? Está pronta – estava tão perto de mim, que sua língua lambeu os meus lábios excitando-me ainda mais e fazendo-me sentir como uma grande poça entre minhas pernas – vou foder você aqui mesmo com meus dedos e você vai desfrutar muito, depende de você que todos descubram ou não...

Sua voz grave me hipnotizou ao mesmo tempo em que sua mão entrava entre minhas coxas, chegando às minhas dobras empapadas e entrando com seus dedos até tocar o meu clitóris. Com a habilidade de um especialista o manipulou arrancando-me suspiros, se dedicou a ele e percorreu o meu sexo de norte a sul deslizando-se para lubrificar a zona.

Concentre-se em mim – me pediu ao mesmo tempo em que continuava a gloriosa tarefa de me dar muito prazer – olhe para mim enquanto eu fodo você com os meus dedos – e os enterrando em mim.

Eu estava flutuando em uma realidade alternativa, eu não podia estar vivendo isso. Não ali! Mordi meus lábios para abafar meus gemidos e sob seu intenso olhar minhas sensações iam se acumulando levando-me a borda do êxtase. Meus sentidos não respondiam me sentia deslocada como uma bússola que havia perdido o rumo, só podia obedecer essa mágica e hipnotizante voz, logo um beliscão em meu clitóris e sua ordem – Goze, goze agora!"

.***.

Corram!

Os sinos eram ouvidas ao longe anunciando à hora do jantar e com toda a velocidade que conseguimos, apagamos os cigarros, recolhemos os livros que estávamos levando para disfarçar e desviar a atenção do inimigo assim como o cobertor que estávamos deitadas, nós colocamos as horrendas meias brancas até abaixo do joelho, os sapatos, abotoamos as blusas ocultando nossos delicados e sexys sutiãs que tínhamos comprado na loja de lingerie na cidade, e o mais importante, escondemos sob o feio uniforme do internato nosso grande tesouro: nosso romance erótico.

Essa foi à vez da Alice. A verdade é que quase sempre ela que trazia, era a melhor entre nós três em passar despercebido entre sua blusa e suportar todo o jantar com o livro pregado em sua costas como se não fosse nada; Rosalie e eu estivemos a ponto de nos entregar várias vezes, além do mais tampouco tínhamos o dom da Alice para atuar tão friamente.

— Corram!

— Como inferno não demos conta da hora? – Rose corria com os livros em um braço e com a outra mão tirava algumas filhas secas de seu loiro e bem cuidado cabelo.

— Nosso quente desconhecido não nos permitiu – disse enquanto descíamos a colina – estou certa de que se nos colocarem um atraso, adeus nosso fim de semana na cidade.

— Movam esses traseiros senhoritas e vamos nos apressar se não queremos permanecer reclusas dois dias a mais aqui!

Só dois dias?

Dos nossos 16 anos, já levávamos presas nesse internato quase três e a cada dia que passava entre estas paredes era uma provação para nós. Não, não podíamos ficar enclausurados nesse fim de semana também, havia uma festa e estávamos morrendo de vontade de ver os garotos e se eram do internato vizinho, seria melhor!

Nossa prisão era a escola de prestígio do "Sacré-Coeur" para senhoritas. Situado no sopé dos Alpes Suíços, a suntuosa construção se erguia majestosa entre as montanhas verdes. Em suas dezenas de primorosos quartos hospedavam encantadoras princesas problemas exiladas por suas famílias e que eram reclusas nesse antigo colégio para serem instruídas em múltiplas áreas, as básicas claro como matemática, biologia, literatura, química, história, música, línguas, etiqueta e bons costumes, entre outros.

Também estávamos as que por alguma ou outra razão que se pensava que o distinguido colégio era a melhor opção que permanecer com nossas famílias, como Alice, por exemplo, que seus pais viajavam tanto e sempre estavam em festa por algum lugar do mundo e por isso em vez de deixá-la sozinha em sua enorme mansão, haviam decidido que aprenderia a ser toda uma senhora de boa classe e família no renomado internato. Ou como Rosalie que havia perdido seus pais em um acidente e em seu testamento estava estipulado que permanecesse ali até sua maior idade e poderia tomar posse de sua herança, ou como eu, que meu pai tomou a difícil decisão de me levar a "Sacré-Coeur" uns meses depois de a minha mãe morrer vitima do câncer.

Eu sabia que para o meu pai não tinha fácil até mesmo pensar na possibilidade de me deixar ali, mas era um homem de negócios muito importante e ocupado que liderava a "Higgin Steel Group" uma empresa dedicada ao aço e a distribuição, vendas e comercialização de seus produtos e derivados. Eu o entendia muito bem e apesar de que me doeu muito, eu tinha que aceitar a permanência no internato até que crescesse um pouco mais e fosse uma pessoa educada, madura e responsável

Ainda lembro como se tivesse sido ontem o dia que nos despedimos. Mamãe cumpria 3 meses de ter falecido e juntos havíamos prometido em sua tumba, antes de voar para Lausanne, não ficarmos deprimidos, sermos fortes e seguir adiante, tal qual como nos havia pedido em seu leito de morte, e não íamos desapontá-la. Desde logo, havia sido uma despedida difícil. Eu queria me fazer de forte para não causar mais dor ao papai e ele tratava de fazer o mesmo, mas não nos havia dado resultado. Choramos abraçados um bom tempo até que logo uma quarentona com óculos de garrafa e com toquezinhos em meu ombro e umas palavras em francês me deu a entender que tinha que separar do meu pai e segui-la.

Me levou ao meu quarto que compartilharia com outras duas meninas enquanto de má vontade e em um inglês forçado me enumerava a infinita lista de regras do internato. Ao entrar um corpo magro e muito bem formado chorava enrolada em uma das três camas da peça.

— Senhora Rosalie – a chamou sem se importar em ter pena da garota – essa é Senhorita Isabella e será sua companheira de quarto, lhe mostre as instalações, lhe fará bem se ocupar com algo – a mulher saiu do quarto e a menina levantou o rosto, tímida, até que viu meus olhos inchados do choro.

— Você tampouco quer estar aqui? – me perguntou com a voz pesada por chorar e eu neguei devagar.

— Ninguém quer está aqui meninas – disse uma garota que havia entrado sem que escutássemos, era pálida, pequenina e com o cabelo muito preto – mas não teremos mais remédio do que suportar a essa situação e tratar de aprender todos os truque para conseguir um bom partido, casarmos e sermos boas esposas... ah e umas putas na cama como disse minha sabia prima.

Naquele pedacinho de mulher tinha um brilho cativante e de imediato nos fez esquecer um pouco nossos problemas com suas ocorrências. Desde esse momento deixamos de nos sentir tão sozinhas e nos tornamos mais que amigas; fomos uma frente única para toda nossa vida no internato. Sempre estávamos juntas e nos defendíamos e nos cuidávamos de todos aqueles que tentavam se meter com alguma de nós, mas tampouco andávamos de valentonas, não. Navegávamos com a bandeira de... boas e inocentes jovenzinhas, mas de inocentes não tínhamos nem as ideias.

Não fazíamos travessuras, nem eramos mal comportadas. Não tínhamos más notas e de verdade estudávamos e nos esforçávamos muito para desfrutar de fins de semana que nos permitiam ir a cidade mais próxima e ali, fazíamos falar nossos poucos momentos de liberdade e comprávamos uma garrafa de cerveja que nos tomávamos entre as três, carteiras de cigarro, lingerie sexy, chocolates, revistas de moda, maquiagem e o mais importante que nos fazia tolerar todo o confinamento ao que nos encontrávamos presas e que nos provocava os tempos mais maravilhosos fantasiando... nossos romances eróticos.

Era nosso melhor passatempo e o que mais desfrutávamos. Depois dos nossos deveres e antes do jantar, fugíamos para as colinas, deitávamos na grama e uma de nós lia enquanto as outras escutávamos atentas, colocando atenção a tudo o que estava escrito ali.

— Isso é o que na realidade importa nessa vida meninas, aprender à arte de amar, isso as fará mulheres plenas e satisfeitas – nos disse uma das "grandes" e nos deu um livro antes de deixar o colégio – isso servirá para começar...

Com medo o escondemos e na madrugada, com uma lamparina líamos em sussurros nossa primeira lição... "O desejo a perdeu"... Cristo! Não era verdade tudo o que Alice lia; Casey buscava desesperadamente um homem que cumprisse todas suas fantasias e enquanto o procurava ela sozinha se dava prazer de diferentes formas. Era muito para nossas castas e puras mentes, olhos e ouvidos. Íamos apodrecer por ler tal sacrilégio.

"Decepcionada por voltar para casa sozinha, Casey tirou sua roupa e em sua cama, decidida a acalmar o ardente furor que sentia entre as pernas, introduziu os dedos entre suas dobras e os esfregou com ritmo acelerado sobre seu clitóris, ansioso por sentir essa fricção que a liberaria de todo esse desejo acumulado e que a estava fazendo perder a razão..."

— Feche esse livro!

— Ai Bella não seja puritana, tem que aprender!

— Alice tem razão, Amanda nos deu e devemos aproveitar, não gostaria de ser como ela?

— É segura, sofisticada, sabe das artes do amor e por esse pequeno detalhe tem todos os garotos de Du Rosey arrastando-se por ela, definitivamente eu sim quero ser assim.

— É que, Rose, estou sufocando com o que Alice está lendo.

— Pois eu também, mas é normal, nossos hormônios estavam gritando que estão vivas, e que querem ação!

— Exato Bella, e para poder dar-lhes ação de qualidade, devemos aprender a ser boas amantes, certo Rose?

— Claro Alice, assim que Bella cale-se e aprenda que dentro de uns meses lhes daremos aos nossos hormônios o que pedem.

Então Alice continuou com o relato e meu corpo, assim como o de minhas amigas, passou por diferentes graus de calor que nos provocava dita excitação.

.***.

"Como vocês sabem senhoritas – dizia a Sra. Baumman, diretora do internato – o mês próximo teremos o baile de encerramento do curso e dessa vez a sede será o Colégio "Du Rosey" – os gritos de todas as meninas não se fizeram esperar já que esse era o internato para homens – vale dizer que esperamos que as alunas desse colégio deixem o nome do "Sacré-Coeur" muito alto com sua impecável conduta, como tem sido durante tantos anos."

— Obrigada Deus! – Rose disse emocionada.

— Até que escutou nossos pedidos! – Alice golpeava a testa com as mãos entrelaçadas.

— Finalmente deixaremos de ser virgens!

— É verdade Bella, chegou o momento – Alice saiu do seu transe – temos que comprar nossos vestidos, tem que ser dignos de umas princesas que deixaram a castidade.

— Temos que parecer lindas – suspirei.

— Somos bonitas Bella, só precisamos de um pouco de produção para parecermos espetaculares.

— Você tem razão Rose, eu tenho que deixar Peters em fôlego.

— Céus Alice! Continua apaixonada por ele? – fiz uma careta, não gostava desse rapaz.

— Bem, sim, eu amo e quero que ele seja o primeiro – seus olhos brilharam.

— Eu só tenho que enviar uma mensagem para Royce e tudo estará pronto. E você Bella? Jack continua sendo seu candidato?

— Ahh – suspirei jogando-me na cama – sabem que sim, desde que eu vi, eu não consegui parar de sonhar com ele e com me ver refletida em seus intensos olhos castanhos enquanto minha mão acaricia seu cabelo preto...

— Wow, e eu que achei que sua alienação era passageira. Quer que lhe diga a Royce que lhe avise? – começou a escrever a mensagem em seu blackberry.

— Sim, por favor, estou tão nervosa que não saberia o que escrever.

— Mmm precisamos fazer uma lista de tudo o que temos que comprar e depois os vestidos, o mais importante são os preservativos.

— Nós vamos comprar? – Rose abriu os olhos indignada – ou seja, eles vão nos desflorar e ainda vamos ter que comprar os preservativos? Não me parece muito justo, além do mais é zero glamuroso.

— Vão nos desflorar? – rodei os olhos – você continua lendo Johanna Lindsey? – mostrou a língua.

— Desça da nuvem Rose, sem globo não há festa, assim que se quiser estar tranqüila enquanto dure sua festa, vamos comprar os globos – como sempre, Alice levava a um ponto o seu favor – lembra que uma mulher prevenida vale por duas.

— Como o que vamos sentir?

— Como o que? – Rose me olhou – pois lemos milhares de vezes Bella, uma força que nos enche e se apodera dos seus sentidos, um calor que corre pelas veias e você grita pedindo mais ao sentir sua vibrante e poderosa ereção entrar em seu estreito e inocente corpo, uma for embriagante que...

— Eu só espero ver o mundo com outros olhos, mais segura de mim mesma, mais sábia, mais mulher...

— Vai doer? – Rose perguntou.

— Como uma picada de mosquito, mas só durará um segundo.

— Ai Alice, deve ser tão mágico... – voltei a suspirar.

.***.

E a contagem regressiva começou. O fim de semana seguinte depois do anúncio da Sra. Baumann, levou-nos todas as garotas maiores de 16 anos as compras na cidade já que as menores não iam a esses bailes. Não nos cabia tanta emoção no corpo, havíamos esperávamos esse dia desde que escutávamos as maiores falar dos magníficos que eram e do quanto se divertiam neles.

Também se dizia que perder a virgindade com um garoto da Du Rosey era a melhor coisa que poderia acontecer na vida, porque eles não eram apenas bonitos, ou mais experiente, porque tinham aulas de anatomia e sexualidade. Eles eram especialistas, com eles não havia o que perder. Então, muito animadas, nós compramos unos vestido de sonho, lingerie, sapatos, brincos e o enxoval completo para a nossa grande noite, sem faltar o principal... os preservativos.

— E como sabemos qual comprar?

— Não deve ser muito difícil Rose, digo, qual diferentes podem ser, não?

— Pois desde que há uma variedade é que há diversidade, assim que eu acho que temos que nos concentrar nas características dos nossos garotos e fazer a escolha mais adequada.

— Ui, como o viu tantas vezes Alice, como vamos fazer isso?

— Dê uma idéia Rosie.

— Pois porque você não fala do pau de Jake? – Alice me olhou maliciosa.

— Pois não, mas eu o imagino, eu acho que terei que comprar extra largo, já viu como marcam em seus jeans? Deve ser enorme.

— Também há de cores e de sabores – Rose disse alegre.

— Wow. Pensa em dar uma mamada no Royce, Rosie?

— Alice! – a olhei – não a pressione.

— Não sou eu que vou a pressionar Royce o fará se essa boba chega com um arco-íris frutal nas mãos "Deixa que eu foda essa linda boca Rosei, qual sabor você gosta, morango ou prefere banana?"

— Mmm! Nojento, que delícia!

— Bella! – Rose fez uma cara de nojo.

— Você vai nos contar Rose, vai nos contar...

Nos sentamos em um banco no parque e em frente à farmácia para fazer nossa analise. Depois de um tempo de discussão, concordamos em comprar tamanho padrão, sem cor ou sabor, ah, mas isso sim pedimos o ultrafino, dos que não faziam que perdesse a sensibilidade.

— Três maços de cigarros, mentolado light, por favor – eu tinha que pedir as coisas – dois grandes pacotes de chocolates, sem recheio e quatro barrinhas de Smarties.

— Meninas, o ônibus já está esperando no parque – saltamos ao ouvir a voz suave que nos avisou. Era uma das grandes e olhou para nós de maneira divertida enquanto negava com a cabeça – Vamos, se apressem se não querem que as deixe – se chamava Liz e era uma das garotas mais populares da escola, tinha um namorado bonito chamado Greg e pelo qual todas, sem exceção, suspirávamos.

Saímos correndo até o parque e subimos no ônibus sem olhar para Liz; jurávamos que nos tinha zombado fazendo nossa compra e ainda que sabíamos que não nos deletaria a vergonha nos fez esquivá-la por todo o internato nas seguintes semanas.

A grande data se aproximava e nós três nos consumíamos de nervoso. Estávamos muito seguras do que faríamos como não estar se nos tínhamos passado mais de dois anos lendo livros eróticos? Ai aprendemos tudo o que era necessário saber, em teoria, só faltava colocar em prática. O desejávamos, nos sentíamos prontas, preparadas para dar esse grande passo que nos faria ver o mundo com outra perspectiva. Uma perspectiva de mulheres maiores, seguras e com confiança em si mesma, para eligir sua vida e tomar decisões inteligentes e brilhantes, seriamos mulheres de mundo, capazes de conhecer com absoluta certeza todo o peculiar da conduta masculina. Tudo o que estava escrito sobre a grande arte de amar, nós já o havíamos escutado. Só faltava que a grande noite chegasse.

.***.

"Ola, sou Bella Swan e essa noite perderei a virgindade."

Bufei e zombei de mim em frente ao espelho. Só faltava que me arrependesse e sair correndo; seguramente Jack eu não voltaria a me dirigir a palavra nunca. Ah, Jake, Jake. Tão bonito. Eu não podia acreditar que meu príncipe me faria à honra de "desflorar-me", como dizia Rose. Mas sim, ele seria e eu estava pulando em um pé, porque desde aquele dia que o vi jogando futebol, todos os meus parafusos se afrouxaram. Era o menino mais bonito que já tinha visto e além de tudo, não era arrogante, como o Peter que tinha a pobre Alice rastejando-se por ele.

— Comece a se arrumar Bella, devemos estar prontas as 6, só temos 3 horas – Alice estava muito focada no relógio, assim que sem discutir, entrei no banheiro para tomar um banho.

"Me abraçou e depois de um terno beijo, segurou minha mão e me guiou até seu quarto. Pude ver o seu perfeito perfil iluminado apenas pela luz da lua.

Uma brisa quente passou pelas portas amplas da varanda abertas uma a uma, elevando as cortinas que flutuavam livres no ritmo da sensual melodia que nos envolvia. Me deixei levar por ele e giramos em uma dança cheia de paixão. Me tomou em seus braços e suavemente me depositou na cama; com lentidão, enquanto me beijava de novo, senti que suas mãos subirem a minha blusa e essa passava com facilidade sobre a minha cabeça. Instintivamente, eu levei as mãos ao peito tratando de ocultar minha nudez.

Não os cubra, deixe-me admirar você.

Baixei as minhas mãos e meu olhar tímido evitou o seu. Apesar de que não era vergonha que sentia, não tinha coragem de olhar em seus olhos.

Nunca tenha vergonha do seu corpo, não sabe como linda que é...

Pouco a pouco, foi tirando as roupas que ainda cobriam o meu corpo, minha saia, meu sutiã e minha calcinha. Beijou cada parte do meu corpo, não deixou um só canto sem explorar; me adorou com suas mãos e com sua boca fazendo-me sentir mais mulher do que qualquer uma, me preparou para esse momento mágico no qual me faria sua, apagando todas as minhas dúvidas e me fazendo desejar já por fim unir-me a ele. Sem poder conter-me, tremia de antecipação em seus braços e não de medo, de amor, um amor que me fazia explodir em uma grande alegria.

Serei carinhoso meu amor, eu prometo.

E dita sua promessa, se posicionou para encher meu corpo com o seu, arrancando-me um grito de júbilo ao recebê-lo inteiro, deixando de ser uma metade para complementar um todo, elevando-me com a força de um furacão, derrubando minhas barreiras..."

— Bella se apresse!

— Maldita seja Rose! – respondi ao ser cruelmente interrompida em meus idílicos pensamentos deixando o livro de um lado – vou sair em 15 minutos.

Que nervoso! E essa loira deslavada me assustando assim. Estava assustada? Obviamente sim, não é todo o dia que se perde a virgindade, mas qual era o meu medo? A dor? Será que a quebra da minha membrana inútil? Dar o passo? Deixar de ser uma menina? Crescer?

Se isso era o único que queria, crescer e voltar para casa junto ao meu pai, deixar esse frio e inóspito internato e voltar para o calor da meu lar? Lar? Qual lar? Minha mãe tinha ido embora e meu pai vivia viajando. Aonde iria quando chegasse a hora de sair da escola? Será que teria a coragem de realizar meus sonhos? Eu saberia no dia seguinte, quando pensasse com a mentalidade de uma mulher e não de uma menina sonsa, mas sim, quase estava segura que teria a coragem para isso e mais.

.***.

— Não é uma preciosidade?

Eu perguntei aos meus amigos enquanto me balançava animada em frente ao espelho. Meu vestido rosa tomara que caia se ajustava impecavelmente ao meu busto, parecia que o tinham feito especialmente para mim; a sua cintura bordada em prata marcava minha fina cintura e a saia se abria ampla como um sino no tecido que dava a aparência felpuda. Eu coloquei os brincos, uma pulseira que a minha mãe me deu quando cumpri 12 anos e meus Manolos prateados. Que elegante eu estava! Minha pequena bolsa também era de prata, já estava preenchida com os itens necessários, gloss, alguns cigarros, e no compartimento com zíper, os preservativos.

— Você está muito bem Bella, quando Jake te ver vai ter o queixo indo direto pro chão – Rose parou junto a mim com seu vestido azul – E eu como estou?

— Espetacular! – disse Alice ficando entre Rose e eu – Prontas "meninas"?

— Prontas!

Descemos para o enorme hall de entrada e já estava cheio de garotas, todas muito elegantes com lindos vestidos e entusiasmadas para o baile. Para muitas como nós, era o primeiro e eu poderia jurar que nos notava a léguas de distância. Esse baile ia ser lendário, eu sabia. Esse noite várias de nós deixaríamos de ser meninas e voltaríamos ao colégio todas umas mulheres desejosas de comermos o mundo de uma mordida e podíamos com ele.

Subimos no ônibus e praticamente mal podíamos nos permanecer sentadas; a emoção e os nervos nos fez saltar para os assentos. Já queria chegar e ver Jake, tão alto, eu queria dançar com ele e sentir suas mãos na minha cintura, conversar, que me abraçasse e me dissesse coisas lindas no ouvido e logo que me levaria para o seu quarto e que lentamente, como Viviane, a protagonista de um dos tantos romances, tiraria a minha roupa, me deitaria em sua cama e me faria sua...

A viagem para Du Rosey pareceu uma eternidade para mim, mas quando finalmente chegamos, foi a primeira em esperar que se abrisse a porta do ônibus. Entramos no prédio e nos levaram ao salão onde aconteceria o baile. O lugar já estava cheio, pois não era só nosso colégio convidado, eram seis no total e nós fomos as últimas a chegar. Percorri o local com os olhos, como o fazia uma mulher segura de si e não havia sinais de Jake. Ótimo.

— Oh! Ali esta o Peter! Meninas... – Alice dava pequenos aplausos – Sorte! Acabemos com o inimigo!

— Sorte Alice! – dissemos Rose e eu ao mesmo tempo.

— Olá Rose – Royce já estava junto a ela sorrindo e rapidamente tomou sua mão – Olá Bella.

— Olá Royce.

— Nos vemos logo Bells – Rose piscou um olho para mim e se foi a pista para despistar, esse era o plano. Passaram um par minutos e eu começava a desesperar como era possível que Jake me deixasse plantada? Estaria com outra menina? Ele havia tinha me dado uma mensagem de texto dizendo que me esperaria impaciente. Como caralho me deixa plantada...

— Achei que nunca chegaria – sussurrou no meu ouvido e sua mão rodeou a minha cintura – você está muito bonita Bella.

— Jake!

— Vamos dançar?

Definitivamente Rose estava errada; não foi Jake que teve o queixo no chão, fui eu. Ver esse garoto tão bonito em seu traje escuro e gravata deixou meus joelhos bambos e tive que me agarrar forte em seu braço para não cair no chão diante o olhar de todos.

— Você está bem Bella? – Sua voz terminou de bestificar meus sentidos.

— Sim estou bem – me deslumbrou com seu sorriso de comercial de creme dental e me levou até a pista. Ali, ainda agarrada ao seu braço, comecei a me mover lentamente. Para a sorte de todos, não era um baile antiquado; um DJ se encarrega de ter todos dançando com a melhor música e com o jogo de luzes incrível. A fumaça tampouco poderia faltar e todos aproveitavam muito bem esses momentos nos quais as máquinas disparavam as doses exatas que durava o tempo preciso para um beijo intenso.

Jake e eu também dançávamos no ritmo da música, mas não removeu a mão da minha cintura, eu gostava disso, era como se dissesse a todos que eu era a sua garota; isso era o máximo. Dançamos, cantamos, gritamos, rimos, mas eu queria o meu primeiro beijo, estava ansiosa para recebê-lo e sentir a sua língua dançar com a minha despertando os meus sentidos, alertando-os, os preparando para o grande momento. Assim era como deveria ser, e como se tivesse adivinhado o que ele queria, Jake levou-me para o jardim, onde havia muitos casais como eu e ele, abrigados pelo suave brilho da luz da lua. Poderia ser mais romântico?

— Está divertido não? – me encostou contra o parapeito de pedra – gosto de te ver sorrir – acariciou meu cabelo e os nervos que tinham ido com os pulos enquanto dançávamos, voltaram em um instante – gosto muito de você Bella – suas mãos seguraram meu rosto, lentamente aproximou sua boca da minha e fechei meus olhos...

"Dance como se ninguém te visse e feche seus olhos quando te beijar", disse uma das muitas correntes que recebia no meu e-mail. Eu levantei meu queixo um pouco oferecendo meus lábios e logo, os seus tocaram os meus. Foi apenas isso, um toque. Sua língua não invadiu minha boca, muito menos houve uma dança entre eles como um rito antes do evento. Apenas um leve toque, que foi gradualmente formando um desejo dentro de mim. Sim! Eu podia sentir isso! Um desejo que crescia no meu ventre e que descia para o meu sexo. Sim! E o calor que percorria o meu corpo querendo fundir-me em seu. Sim! Sim! Sim!

Seus lábios pegaram os meus brincalhões, os puxava lentamente e logo beijava os cantos da minha boca para jogar novamente com os meus lábios ansiosos para mais carícias. Suas mãos me seguravam firmemente pela cintura, como para que não pudesse escapar. Mas que em seus 5 sentidos de merda iria querer se mover dali? Deus. Que menina mais desbocada! Mas bom isso mudaria em pouco tempo, então seria, que mulher mais desbocada! Oh sim senhor! Uma mulher que não se importaria em dizer todos os palavrões que quisesse, e que me lavasse a boca com sabão, já me valeria um inferno. Sim! Me valeria uma puta merda com tal de seguir desfrutando dos beijos de Jake e tudo o que a noite e ele me esperavam...

Aspirei sobressaltada quando sua língua tocava meus lábios pedindo permissão para então sim, invadir minha boca e dançar com a minha. O momento se aproximava e meu coração batia descompassado, o sentia em minha garganta, a ponto de sair disparado por minha boca.

"Calma Bella" "Calma" me repetia uma e outra vez "Não deixe que os nervos te dominem"

Não, somente tinha que deixar minha língua seguir os jogos da sua e então perder-me em seus beijos em toda a paixão que estouraria em mim. Seus fortes braços passaram por debaixo dos meus que subi ao redor do seu pescoço. Não pude acariciar o cabelo suave e sedoso da sua nuca, me esqueci por completo disso, só me segurei completamente nele para não desinflar como um balão no chão.

— Eu gosto de você Bella, gosto muito e eu... quer ser minha namorada?

Não me deu a oportunidade lhe responder, seus lábios voltaram a posar-se sobre os meus, mas dessa vez Jake foi como tudo; sua língua abriu caminho entre minha boca e a tão esperada dança começou conseguindo aniquilar toda minha razão.

— O que diz Bella? Aceita ser minha namorada? – seus profundos olhos se cravaram em mim, a espera da minha resposta. Deus! Estava acontecendo tudo tal qual a um romance de amor. Era maravilhoso!

— Jake. Sim! Sim quero ser sua namorada!


Antes de tudo quero agradecer a L'Amelie pela autorização da fic, ela teve muita paciência comigo por esperar a tradução.

Muchas gracias Li, por su confianza y paciencia.

Uma fic BDSM para vocês, esse capítulo se passa no passado do tempo atual da fanfic então não se preocupem a Bellinha não vai ser essa de 16 anos no capítulo 2! Essa fic é muito boa e eu espero que vocês gostem e me digam através dos comentários é claro. Esse primeiro capítulo ainda não mostra o lado bom dela haha

Alguns podem estar se perguntando "Por que você abriu fic nova sendo que você tem outras para continuar?" Porque eu estou com a aut dessa fic a muito tempo e não queria deixar ela na gaveta por mais meses, não somente ele, tem mais duas que eu vou abrir ainda esse mês pelo mesmo motivo. Essa fic será postada a de 10 a 15 dias pelo menos agora no começo, não tenho como colocar ela semanal até concluir algumas outras fics e colocar atualizar outras então eu espero paciência que vocês sempre tiveram comigo. Todos os capítulos dela são grandes, então é outro motivo pelo qual eu peço a paciência de vocês.

Enfim é isso, e por favor deixem a opinião de vocês sobre a fic.

Beijos

xx