Nota: Os personagens de Saint Seya não me pertencem, apenas Alana é uma criação única e exclusiva minha para essa saga.


Boa Leitura!


Capitulo 6: Epílogo.

I – A dor de uma despedida.

Suspirou pesadamente, era melhor parar de se perguntar novamente porque Aishi pedira justamente a si para que fosse nessa missão. Como dizia Athena, a jovem geminiana fazia coisas que até mesmo os deuses duvidavam, então, era melhor não questionar.

Por sorte, Mú conseguira lhe transportar o mais próximo possível da casa de Aaron, mais uma hora de caminhada e chegaria até lá.

E pensar que a exatos 243 anos atrás fizera o mesmo caminho.

-Lembrança-

Simplesmente decidira que não queria acreditar na verdade. Ela fora embora. Sentiu sua presença se afastar e levantou-se rapidamente, mal tendo tempo de se vestir, passou pela sala, ouvindo Nix ressoar baixinho, porém quando chegou até a entrada da casa, já não havia mais ninguém.

Ela se fora...; Ele pensou desolado.

Não era justo que ela partisse depois de tudo que viveram, mas sabia que era patético pensar que seria eterno. Encaminhou-se até o quarto dela, ainda conseguia sentir a fragrância suave de camomila pertencente a jovem ali dentro, da mesma forma que ainda a sentia impregnada em seu corpo, mente, alma e coração.

Sob a cama encontrou apenas um pedaço de papel, por um momento teve medo de saber o que estava escrito ali, mas não adiantava nada ficar fugindo daquilo que já era certo.

Me perdoe, mas precisava ser assim.

Não conseguiria me despedir se você estivesse acordado.

Saiba que meu desejo sempre estará com você, porém não posso ignorar as coisas que ficaram pendentes quando parti.

Como você disse diversas vezes, talvez nunca saberemos o que as Deusas do Destino tecem para nós, mas só espero que um dia possamos nos encontrar de novo, numa Era em que apenas nossos corações serão capazes de nos guiar.

Amo-te de mais e sei que outra pessoa jamais será capaz de ocupar o lugar que tens em meu coração...

Mas agora preciso partir...

Que os deuses estejam com você.

Ass: Alana

Segurou o pequeno pedaço de papel nas mãos, sentindo as lágrimas correrem por sua face. Não achava justo que acabasse assim e se dependesse de si não iria; ele concluiu, andando apressado até seu quarto.

Atravessaria o Estreito de Bering a nado se fosse necessário, mas iria ter uma conversa decente com ela e colocaria as cartas na mesa de uma vez por todas, porém mal sabia o que as Deusas do Destino ironicamente já haviam tecido.

-Fim da Lembrança-

Logo avistou um chalé modesto, porém muito bonito entre alguns pinheiros, sabia que não muito longe dali havia uma pequena vila e se caminhasse mais quatro horas chegaria a Asgard, precisamente ao palácio.

Sentia o corpo tremer de frio, nunca pensou que ali fosse tão gelado, embora da primeira vez que tivesse ido até lá, estivesse concentrado em infinitas coisas menos na temperatura abaixo de zero do local.

II – A busca por um fio de esperança.

Quatro horas de caminha, estava começando a cogitar a possibilidade de chamar o ariano via cosmo e convoca-lo para prestar um pequeno auxilio telecinético para si; ele pensou, passando a mão nervosamente pelos cabelos, enquanto seguia para Asgard com o Aaron a seu lado.

-Algum problema Dohko? –Aaron perguntou, notando que o incomodo dele não se resumia apenas ao frio e a caminhada exaustiva.

-Não; o libriano respondeu num suspiro. –Mas vai demorar muito para chegarmos? –ele perguntou, sabendo perfeitamente qual seria a resposta.

-Estamos chegando, temos de passar pela vila central primeiro; ele avisou. Já estavam a poucos minutos de lá.

Era como se os minutos se tornassem horas, novamente se viu caminhando pelas ruas estreitas da vila central, sentiu o corpo estremecer ao ver uma placa de madeira balançar, pendendo de um poste em uma taverna e pensão não muito longe de onde estavam.

-"Taverna do Vidar"; Dohko pensou, respirando pesadamente.

Mais lembranças... Mesmo que tentasse ignorar elas sempre voltavam.

-Lembranças-

Era a primeira vez que ia até a região, encontrou facilmente a vila central, agora só precisava saber como ter acesso ao palácio, precisava falar com Alana, ou pelo menos encontrar alguém de confiança que o levasse até ela.

-"Taverna do Vidar"; ele leu a placa que balançava com o vento, indicando a taverna e pensão, talvez não faria mal em entrar e perguntar ao dono sobre a família real, sem levantar suspeitas. Abriu a porta da taverna, entrando em seguida.

Era estranho, mas a vila toda parecia em polvorosa, já ouvira falar que em cidades pequenas as pessoas sempre arrumassem distrações e coisas do tipo, porém eles pareciam mais agitados que o comum.

Varias pessoas andavam para todos os lados, carregando cabides de roupas e acessórias, animais para serem abatidos entre outras coisas mais.

-Você ouviu o que estão falando; um rapaz comentou para outro, que estava sentado consigo em uma das mesas da taverna.

-Com licença; Dohko falou, aproximando-se do balcão.

-O que deseja forasteiro? –o senhor de idade perguntou, enquanto enxugava um copo com um pano.

-Bem, eu...; Ele começou, mas parou ao ouvir os rapazes que ocupavam a mesa comentarem.

-Ontem a rainha anunciou o casamento da princesa com Alberich; o rapaz comentou, em meio a um gole de cerveja.

-Aquele ordinário realmente conseguiu o que queria, agora terá Asgard na palma da mão. Tenho dó da princesa, ela não merece isso; o segundo rapaz comentou, com pesar.

-Não, mas aposto que foi aquela megera da Anastácia que decidiu isso. Tenho realmente pena do rei que casou com uma víbora daquelas; o primeiro falou, torcendo o nariz.

-Senhor; o dono chamou, passando a mão em frente a seus olhos.

-Me desculpe; Dohko respondeu, balançando a cabeça para os lados, pedindo que aquilo que ouvira não fosse verdade.

-É surpreendente não, ninguém aqui fala em outra coisa a não ser o casamento da princesa hoje à noite; o senhor falou.

-Princesa? –ele perguntou, fazendo-se de desentendido, pedindo a todas as divindades do mundo que Alana tivesse uma irmã.

-A princesa Alana. Ouvi dizer que ela havia deixado Asgard a dois anos atrás a mando da Deusa, mas voltou ontem e a víbora da Anastácia marcou o casamento dela para hoje a noite; o senhor comentou, com desagrado ao falar na rainha. –A muito eles já estavam prometidos, mas com a princesa deixando Asgard, todos pensamos que ela tinha se safado de casar-se com aquele ordinário, mas...; Ele não completou.

-Já estavam prometidos; Dohko murmurou, tentando não pensar em que aquelas palavras implicavam, porém já era tarde.

Agora entendia o porque de ela muitas vezes hesitar em lhe contar sobre sua vida em Asgard, ou porque ficara tão perturbada com a primeira vez que enfrentara Alberich. Mesmos ela dizendo que lhe amava e que jamais lhe esqueceria, não poderia ignorar que dali doze horas ela estaria se casando com aquele que definitivamente deveria ter exterminado da face da terra.

-Mas o que o senhor deseja?

-Ahn! Nada obrigado, já estou de saída, desculpe o incomodo; Dohko falou, saindo rapidamente dali.

Não havia mais nada a ser feito, ela já fizera sua escolha.

-Fim da Lembrança-

-Dohko; Aaron chamou, colocando a mão sobre seu ombro, vendo-o parado em frente à Taverna do Vidar.

-Sim; o libriano falou, saindo de seus pensamentos e voltando-se para ele.

-Quer fazer uma parada? –ele perguntou, indicando a taverna.

-Não, vamos continuar; Dohko avisou, começando a andar, já que teria de voltar até ali, que fizesse isso pelo menos de maneira rápida.

-...; Aaron assentiu, já imaginando o que o deixara perturbado.

Santa modernidade; ele pensou, lembrando-se do e-mail que recebera do pupilo, lhe contando sobre algumas coisas interessantes do passado presenciados pela noiva do pupilo que explicavam perfeitamente as reações que o libriano estava tendo desde que passara da soleira da porta.

Mas era melhor não falar nada com ele sobre isso, deixaria que as Deusas do Destino se encarregassem de guia-lo pelo caminho certo e que por fim, tudo se resolvesse.

Sem dores...

Sem magoas...

Agora só lhes restavam continuar, logo estariam no palácio.

#FIM#

Domo pessoal

Por favor, sem ameaças de morte ou coisas do tipo. Como disse, a minha intenção para com esse capitulo era realmente de deixar em aberto, pois a continuação estará na fic 'O Despertar das Valkirias'.

Muitas coisas ainda vão acontecer e explicar o que realmente aconteceu com Alana na hora de subir ao altar.

No mais, obrigada a todos que acompanharam essa história e ainda perderam um pouco de seu tempo comentando. Obrigada também de todo o coração pelo grande apoio para que essa fic fosse concluída. Antes de ir, deixo um obrigada especial à: Margarida, Flor de Gelo, Isa-san, Saory-san, Kari Maehara, Lucy Holmes, Diessika e Nikke.

Em suma...

Até a próxima pessoal

Kisus

Ja ne...