A Ressurreição do Anjo
Petit Ange

Tanto o sangue humano quanto o sangue divino estavam sendo derramados naquela batalha. Não era de pouco tempo todo aquele desentendimento... Afinal, Palas Atena, a Deusa da sabedoria e da justiça, sempre foi a protetora dos humanos, sempre os apoiou e protegeu, juntamente com seus Cavaleiros, enquanto que Amakusa, a Deusa das Trevas, sempre odiou os humanos, tanto que seus Cavaleiros eram seres criados por ela.
Novamente, os Cavaleiros da Esperança e os Cavaleiros da Escuridão lutavam e derramavam seu sangue pelas Deusas.
- Amakusa... Por favor, compreenda... – Atena tentava falar, mas a Deusa das Trevas não estava em seus melhores dias.
- Não Atena, você irá me escutar! Os humanos são criaturas fúteis, traiçoeiras e desobedientes, que ousaram desafiar os Deuses e despertaram a fúria de muitos! Não entendo porque você está do lado deles! – a Deusa da Escuridão dizia. – Eu irei eliminar todos os humanos da Terra, eu te juro!
- Eu e meus Cavaleiros não iremos permitir, Amakusa... – Atena dizia.
- Então, teremos que decidir quem é a mais forte... – Amakusa saca sua espada assassina, a lâmina era pontiaguda e fria, e parecia ter cortado muitos. – ...Num duelo mortal!
- Não irei abusar de violência, Amakusa, é contra meus princípios... – Palas Atena dizia calmamente.
- Esqueça seus princípios, Atena! – Amakusa corria em direção a ela. – APENAS LUTE!!!
- Eu sinto muito, Amakusa, mas... Isso é para o seu bem... – Atena saca sua espada de justiça e, com um rápido movimento, abre uma dimensão escura e sinistra, que suga Amakusa para seu interior.
- ATENA!!! – Amakusa grita, antes de desaparecer. – VOCÊ IRÁ ME PAGAR!!!
- Desculpe, Amakusa, mas a reclusão é o seu único destino... – ela diz, virando-se para seguir caminho. – Então, vamos, meus Cavaleiros!
- Sim! – eles respondem em coro. E assim, o local é abandonado, assim como a Deusa que foi destinada a passar o resto de sua vida imortal na mais profunda e atordoante escuridão.

Prólogo - Amakusa

A noite era tenebrosa. Não havia lua para ajudar as estrelas a iluminar a noite, por isso, aquilo dava o excelente toque final para aquela noite tão especial. Num bosque conhecido por atrocidades cometidas no passado, na escura e segura noite que só Tóquio conseguia produzir, duas jovens andavam em passos curtos e decididos, por entre os arbustos do lugar, passando por árvores, pássaros noturnos e outras coisas, que não as assustavam. Suas vestimentas eram estranhas... Uma roupa completamente negra, juntamente com a capa da mesma cor com a estrela dos rituais negros cristãos na cor branca em suas costas, também faziam parte da noite.
- Ah... Malika... Eu acho que não deveríamos estar aqui... Esse lugar me dá arrepios... – uma das jovens tentava convencer a outra, que parecia decidida. – Além disso... Se meus pais descobrirem que estou aqui... Ainda mais numa hora dessas... Eles vão me deixar de castigo pelo resto da vida...
- Deixa de ser medrosa, Miaka! – a outra jovem dizia, decidida. – Só falta mais um passo para nos tornarmos bruxas profissionais, e você amarela agora! Seja forte como antes, e resista só mais essa noite...
- Mas, Malika, é que eu tô com um pressentimento ruim... – a jovem Miaka dizia, tremendo só de olhar para a arrepiante paisagem da floresta mal-iluminada, a única luz que conseguia sentir era a vela que sua amiga segurava.
- Vamos Miaka, coragem! – Malika afasta uma moita, e vê um perfeito lugar para começar seu último ritual. – Aqui é um bom lugar, não acha, Miaka? Podemos começar, então...
- Ufa, que bom! Assim vamos mais cedo pra casa... – Miaka suspira.
Malika abre a bolsa negra que trazia, e dela, tira um pó branco, e com ele, começa a desenhar a mesma estrela que havia na capa, na parte de trás, só que em tamanho relativamente maior. Enquanto isso, Miaka recolhia o máximo de madeira que conseguia, nas redondezas, para fazerem uma fogueira. Terminada a estrela, Malika, com a ajuda de Miaka, arrumou os pedaços de madeira que a amiga conseguira, com uma dose sobrenatural de coragem, e acendeu um fósforo, jogando-o no monte de madeira que havia no meio da estrela. O fogo começou, então, a crepitar.
- Agora, vamos começar o último ritual para nos tornarmos legitimas bruxas... – Malika abre um livro grosso e empoeirado, de cor negra.
- Certo! – Miaka diz, respirando fundo.
- Antes de mais nada, temos que cortar um pouco de nossa mão com essa adaga, para que os espíritos sintam o cheiro de nosso sangue e venham até nós! – Malika cortara a palma de sua mão, e o sangue começou a cair sem trégua. – Lembre-se, Miaka, que ele tem que cair na Mãe Terra, para que ela possa transmitir o cheiro para nossos ancestrais...
- Tudo bem... – Miaka pega a adaga e, com grande coragem, também faz um grande corte em sua mão. – Mas, o que direi aos meus pais amanhã...?
- Isso não importa agora. Vamos, então, recitar juntas o mantra para chamar os espíritos, para então, nos comunicarmos com eles! – Malika pega na mão de Miaka, e sente que essa aperta sua mão com certa insegurança. Assim, as duas jovens bruxas iniciaram o mantra. – Tamashi hikihamaru ahitame tamashi hiomoni murakaru...
Um vento forte e cortante começou a soprar, balançando as árvores de um lado para o outro. Malika e Miaka não entendiam, recitaram o mantra corretamente, mas nenhum espírito aparecia. Mas, então, como se surgisse apenas para alimentar o desejo das jovens, um grande portal de energia negro surgiu em cima da fogueira que apagara com o vento. De dentro, saíra uma linda mulher de longos cabelos verdes e olhos lavanda, vestida em um vestido sexy, que realçava seus fartos seios e suas curvas esculturais, de cor negra.
- Quem ousa perturbar-me em minha eterna reclusa?! – ela diz, olhando então as duas jovens estáticas.
- Mali... Malika... Malika... Veja o que... Veja... Veja o que nós conse... Conseguimos... Fazer... – Miaka dizia, agarrada a Malika, assustada como uma galinha que vê a raposa faminta.
- Sim, Miaka! Nós conseguimos trazer um espírito maligno para nós! – Malika sorriu, assustada. – Agora, vamos tentar fazer contato com ela!
- Eu não... Não acho isso... Uma boa idéia... – Miaka mal conseguia falar, de medo.
- Então fique aqui, que eu irei conversar com ela! – Malika dirigiu-se para a bela e misteriosa mulher, e ajoelhou-se perante ela. – Com licença, como se chama, ó grande espírito...?
- Amakusa. – respondeu, simplesmente. – A Grande Deusa das Trevas... Amakusa.
- Senhorita Amakusa... Diga-me, o que deseja?
- Vingança! – Amakusa dizia, olhando Malika e Miaka da cabeça aos pés.
- Contra quem? Nós podemos ajudar? – Miaka arrisca dizer.
- Contra a maldita Atena, que me trancafiou nessa eterna prisão de escuridão. Agora que vocês me libertaram, agradeço muito, pois poderei vingar-me dela finalmente! – Amakusa deu uma sádica risada, que assustou as jovens.
- E... Nós podemos ser útil a você...? – Malika pergunta.
- Sim, vocês podem me serem muito úteis... – Amakusa sorri diabolicamente.
- Como? – Miaka pergunta.
- ASSIM!!! – e, num rápido movimento de sua espada assassina, que há tanto tempo não usava, Amakusa faz com que a cabeça de Malika abandone o resto do corpo.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHH!!! – Miaka grita, ao ver a amiga decapitada. O pânico tomara cada célula de seu corpo.
- Ninguém virá te ajudar, patética mortal, afinal... – Amakusa se aproximava da menina, sorrindo. – Vocês escolheram esse lugar, e ele será o túmulo de vocês!
- Não... – Miaka gemia. – NÃÃÃÃÃÃÃÃOOO!!!
E, nada mais se ouviu senão o barulho de uma lâmina cortando algo, e um baque surdo, de um corpo caindo.

Dedicatória: Dedico esse fanfic para Themi-chan (Arthemisys), Juli-chan (Juliane.chan) e Yuki-chan (Yukicp2)! Minhas melhores amigas e companheiras na arte dos fics... Amo vocês, meninas!