Mafiosi


I. Katekyo Hitman REBORN!, bem como qualquer informação relacionada, pertence a Akira Amano e associados. Logo, esta fanfic não possui fins lucrativos.

II. Shounen-ai, violência, mais polêmica do quem em Casos de Família.

III. Casais demais pra listar aqui; aka preguiça extrema.


metade da metade do

CAPÍTULO UM

Reborn

Ele é mesmo meu neto.

Reborn cambaleava de um lado para o outro, tentando manter os olhos abertos e pregados na pista. Segurava o volante com uma mão só e com a outra tomava um pouco de café. Tinha comprado o dito cujo numa loja de conveniências de um posto de gasolina. Mais de uma vez apertara o copo pelos lados e fizera café jorrar como num gêiser. Não estava acordado, nem acordando. A cabeça balançava e entortava na direção da janela e a estrada ia vazia até perder de vista.

Dias antes ele estava dentro de outro carro e sua vida, nos últimos meses, parecia resumir-se a isso: a rodar de carro na estrada ou na cidade, e nunca fazer coisa alguma além. E ele não estava reclamando. Puta que o pariu, não estava reclamando. Mas quando a esmola é muita, o santo desconfia. Naquela ocasião fora apanhado saindo do prédio falido onde morava. Tinha lá um apartamento com poucas janelas gradeadas, bolhas enormes de infiltração no teto e um problema permanente com o chuveiro. Estava justo indo comprar uma resistência nova quando o sedan estacionou e o vidro desceu, mostrando o rosto enrugado de seu chefe. Uma cortina de fumaça vinha suspensa entre os dedos magros que seguravam um charuto cubano, no interior escuro recheado com as sombras do insufilm. Os anéis do velho brilhavam como moedas ao sol.

— Entra e vamos dar uma volta.

Ele entrou. Teve ainda que aturar piadas sem humor sobre seu apartamento junto de convites amolecidos de ir viver com a família. Reborn sorriu seu eterno meio sorriso e negou. Tinha problemas demais com a família para querer viver com ela. Se não fosse escorraçado seria em respeito ao velho, e isso ele não queria. Ia continuar ajudando no que preciso fosse, mas de fora. O mais distante que lhe fosse permitido. Mas essas coisas ele também não disse. Ficou olhando pela janela.

Quando o carro foi rodando pelas ruas enviesadas, zanzando por entre os prédios cinzentos e entristecidos, lavados de chuva, que pareciam grandes caixas de sapato chorosas, Reborn se lembrou de como detestava aquela cidade. Era um ódio maciço e metálico, que subia pela garganta como mercúrio num termômetro; um ódio que ameaçava explodir uma hora dessas.

— Sabe o garoto? — O velho disse. Reborn se virou para olhá-lo.

— Aquele... como era mesmo o nome dele?

— Tsunayoshi.

Tsunayoshi.Sawada Tsunayoshi, pelo que se suspeitava.

N/A:

E é isso, meus bons e velhos chapas.

Devo continuar essa bagaça? D:

:D amo todos vocês. xoxo;