Twilight pertence à Stephenie Meyer.


Epílogo

15 anos depois

:: Bella POV ::

— Tem certeza de que não quer companhia, Bella? — perguntou Alice.

— Tenho, Allie. Quando Edward chegar, diga que estou na nossa clareira. — avisei.

— Certo. Tenha cuidado.

— Alice, ela é a rainha. — disse Rosalie revirando os olhos. — Ela não tem que tomar cuidado.

Angela e Jane riram, enquanto Alice fez uma pequena careta.

— Eu vou tomar cuidado, Allie. — eu disse, dando um sorriso zombeteiro para ela.

— Tá, tá, suma daqui.

— Veja como fala, ainda sou sua rainha. — zombei.

Ela encolheu os ombros. Eu dei uma gargalhada.

— Até depois, meninas.

Elas acenaram e eu fiz meu caminho pela floresta, correndo na minha maior velocidade. Me deixei levar pelo caminho cheio de pedras, arbustos e árvores, e finalmente parei, no centro de uma enorme clareira.

Fechei os olhos e respirei fundo. Eu não precisava dos olhos abertos para ver a beleza à minha frente. Eu sabia exatamente como ela era. Grande e redonda, cercada por árvores centenárias que se inclinavam e davam sombra ao lugar. Poucos raios de sol penetravam a clareira, um aqui, outro ali. Totalmente inofensivo.

Abri os olhos e me sentei, observando o lugar que tinha se tornado refúgio meu e de Edward. Sempre que estávamos cansados do Castelo, ou precisando de privacidade total, nós vinhamos aqui. Tínhamos encontrado este lugar há mais de dez anos, um pouco depois que Edward decidiu ter parte na sociedade, como um poderoso executivo.

Ele basicamente mandava em toda a cidade agora, mesmo que por meio de outras pessoas, para não ficar muito óbvio.

Nossa vida tinha se tornado bem quieta, apesar de termos que resolver alguns assuntos aqui e ali no mundo vampiro. Ainda tinham aqueles que quebravam as regras, que faziam bagunça, e que desobedeciam as ordens diretas de Edward. Desses, nós tínhamos que nos livrar.

Um barulho na floresta chamou minha atenção. Eu virei minha cabeça para a esquerda, e ouvi um farfalhar de folhas, a pelo menos quinze metros de onde eu me sentava.

Me levantei e corri silenciosamente até a fonte do barulho, e então parei, em choque. Subi numa árvore e observei a cena a minha frente com olhos incrédulos e surpresos.

Vanessa estava bem ali, agachada atrás de um arbusto, espreitando um veado. Eu franzi. Por que ela estava fazendo isso? Sabendo que ela não tinha me visto, me mantive quieta na árvore para observar.

Vanessa esperou um segundo e pulou do arbusto direto para o veado, derrubando-o e mordendo seu pescoço.

Eu ouvi o barulho dela engolindo, e logo liguei os pontos. Ela estava bebendo o sangue do veado.

Ugh.

Nojento.

Depois de um tempo, ela largou o corpo do animal sem vida e limpou a boca. Mesmo de longe, eu vi a cor amendoada, um castanho-dourado, brilhando em seus olhos. Eu pulei da árvore.

Ela se virou em posição de ataque, mas ela não podia me ver. Ela ficou em silêncio, e enquanto eu me aproximava devagar, eu percebi que não havia som de coração batendo.

— Estou surpresa. — eu disse, me revelando.

Vanessa arregalou os olhos e engoliu, saindo da sua posição de ataque e ficando ereta.

— Bella. — ela disse em reconhecimento.

Sua voz estava um pouco mais melódica do que antes, e também mais macia.

— Eu pensei que tinha matado você. — eu testei.

— Você matou. — ela disse, a voz sem expressar nenhum tipo de emoção.

Franzi. — Então por quê?

Ela deu de ombros. — Aparentemente, a parte vampira de mim sobreviveu. Agora eu sou 100% vampira. É como se eu tivesse sido transformada.

Pisquei.

Bem, isso fazia sentido.

— Por isso você desapareceu do Castelo.

— Eu acordei, e percebi que minha garganta ardia de sede. Mas não minha sede normal, — ela explicou. — era mais forte. Eu percebi também que estava mais forte. Eu saí de lá imediatamente, aproveitando que não tinha nenhum guarda ali.

Eu assenti.

— Eu fugi, e fui parar no Canadá. Por um tempo, eu fiquei sozinha. Eu já bebia de animais antes, e eu continuei fazendo isso. Só que com mais frequência.

— Quando você percebeu que tinha se tornado uma vampira completa? — perguntei, cruzando os braços no peito.

— Um pouco depois de devorar o sexto urso. — ela disse, rindo sem humor. — Encontrei um vampiro depois que confirmou minhas suspeitas quando eu o toquei e ele tinha a mesma temperatura.

— Você esteve no Canadá até agora? — perguntei.

— Voltei há poucos dias. Achei... — ela suspirou. — Achei que vocês tinham ido embora. Vejo que me enganei.

— É. Ainda estamos aqui. E provavelmente vamos ficar por mais um tempo. — eu disse.

Ela assentiu e mordeu o lábio inferior.

— Você é bem-vinda à se juntar ao séquito, se quiser. — eu disse.

Ela arqueou as sobrancelhas e me olhou, incrédula.

— Você é uma de nós agora. — eu expliquei. — Tenho certeza que toda aquela história de vingança já é passado.

— Eu nunca deveria tê-la começado, em primeiro lugar. — ela disse, suspirando. — Me perdoe.

— Já perdoei. — eu disse, sorrindo. Ela sorriu de volta.

Eu me aproximei, ficando apenas a cinco passos dela. Ela me olhou nervosamente.

— Você é bem-vinda se quiser se juntar à nós. — eu disse. — Mesmo sendo vegetariana. — brinquei.

Ela riu. — Obrigada, mas... eu não acho...

— Edward vai entender. — eu disse. — Ele entendeu suas razões no começo, e estava até disposto a deixá-la ir embora, lembra?

Ela assentiu. — Eu vejo agora que nada foi como eu pensava. Eu deveria ter aceitado a oferta dele.

— Não se prenda ao passado, Vanessa. — aconselhei. — Isso vai destruir você.

Ela me olhou profundamente.

— Por que está me dizendo essas coisas? Você foi aquela que me matou. Você, dentre todos os outros. — ela disse.

Eu vi em seus olhos que ela não estava realmente chateada comigo por isso. Ela estava confusa. Ela não entendia.

Eu sorri, de lado.

— Eu fiz isso porque você estava ameaçando o homem que eu amo. E quando se trata dele, ah, Vanessa... — eu sorri. — Quando se trata dele, eu não ligo quem seja. Edward é minha prioridade. Ele é minha vida.

Ela me olhou e suspirou.

— Entendo. — ela disse.

— Se te faz se sentir melhor, eu me senti péssima depois. Edward e eu meio que tivemos uma DR* dias depois. — eu ri.

(N/A: *Discussão de Relação, pra quem não sabe, haha. :P)

— Sério? — ela riu.

— Sério. — eu ri. — Ele disse que eu não podia chafurdar com isso para sempre.

— E você deixou pra lá. — ela adivinhou.

Dei de ombros. — Não valia a pena pensar nisso.

Ela assentiu.

Passamos um minuto inteiro em silêncio antes que ela falasse de novo.

— Obrigada... pelo convite de fazer parte do séquito, mas... — ela hesitou.

— Apenas coloque pra fora, Vanessa. Eu não vou te matar por isso. — eu disse, meus olhos divertidos.

Ela sorriu. — Eu não acho que estou pronta. Talvez daqui a alguns anos?

Sorri. — Claro. Não é como se fosse difícil nos achar.

— Verdade. É só procurar pelo rei e a rainha.

— Muito fácil. — dei de ombros.

Ela riu e eu ri com ela.

— Eu... vou indo. Foi bom ver você, Bella.

— Igualmente. — eu disse.

Ela acenou e saiu correndo pela direção oposta à que eu tinha vindo e eu voltei, andando, para a clareira.

Nunca, depois da minha conversa com Edward, eu tinha pensado sobre o paradeiro de Vanessa. Para mim, ela ainda estava morta, com o corpo sumido por algum motivo que eu nunca me dera o trabalho de pensar.

Tinha sido uma surpresa e tanto.

— Bella! — ouvi Edward dizer, parecendo aliviado. — Até que enfim. Onde você estava?

Eu sorri para ele e lhe dei um beijo leve, abraçando-o. Estava de volta à clareira, e percebi que provavelmente ele tinha chegado e surtado porque não me viu aqui.

— Estava conversando com uma velha amiga. — eu ri.

— Que velha amiga? — ele franziu. Não por menos, todos os meus amigos estavam no castelo.

Eu o soltei enquanto falava. — Vanessa Lane Curtis.

Vi com diversão os olhos dele arregalarem enquanto ele gaguejava. — O q-quê?

— Aparentemente, quando eu a matei sufocada, apenas a parte humana dela morreu. Não sei os detalhes. O fato é que ela se tornou uma vampira completa. Quando acordou, ela fugiu do Castelo e foi parar no Canadá. Voltou à Forks pensando que tínhamos ido embora.

Ele piscou e depois balançou a cabeça, provavelmente tentando clarear os pensamentos.

— Uau, isso é uma surpresa.

— Nem me diga.

— Ela disse por que estava aqui?

— Não. — dei de ombros. — Acho que ela só quer uma vida tranquila agora. Eu a convidei para fazer parte do séquito, mas ela agradeceu e disse que não está pronta.

Ele riu. — Não é pra menos, depois de tudo que ela fez... E só se passaram 15 anos.

— Quem sabe um dia? — eu disse.

— Quem sabe... — ele disse, se aproximando de mim com um olhar travesso e um sorriso torto que eu conhecia muito bem. — Agora, vamos parar de falar nisso e ter um pouco de ação.

Eu ri alto. — 'Um pouco de ação'? De que filme você tirou isso?

— Nenhum! — ele riu, e então ficou sério, seus olhos vermelhos praticamente flamejando até mim. — Mas isso não importa. O que importa é que eu quero você. Bem aqui, na nossa clareira.

Eu sorri. — Você é incorrigível.

— E você adora isso.

Eu ri e agarrei seu pescoço, ao mesmo tempo que ele me puxava contra ele pela cintura com força.

— Ah, eu adoro mesmo... — eu disse.

E então ele me beijou, e minha mente tão clara ficou nublada com pensamentos sobre ele. Sobre o jeito que nossos corpos se encaixavam juntos. Sobre como ele me fazia bem e me fazia feliz, há tanto tempo e para todo o sempre.

Eu tinha dito à Vanessa que Edward era minha vida, e que nada mais importava.

E a cada minuto que eu passava com ele, aqui na clareira ou em qualquer outro lugar, só provava isso. Ele era incrível, e ele era meu. Até o fim dos tempos.

# FIM #


Eu disse no capítulo anterior que não tinha sido o fim da Vanessa. *assobia* E aí, gostaram? Sejam sinceros.

Essa fic NÃO terá continuação nem extras nem bônus nem nada. Acabou aí mesmo. :)

Quero agradecer a todo mundo que comentou e favoritou. Muito obrigada mesmo!

Nos vemos por aí, e não esqueçam de deixar suas reviews, pela última vez, aqui. Aproveitem que amanhã (19/10) é meu aniversário e me deixem recadinhos! aidbsaibdisabi Vou adorar ler tudo! :)))

Bjs,

Kessy Rods