Disclaimer: Infelizmente TWILIGHT não me pertence, mas essa fanfic sim. Por favor, respeitem!
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Epílogo – Triunfo
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"É muito melhor arriscar coisas grandiosas, alcançar triunfos e glórias, mesmo expondo-se a derrota, do que formar fila com os pobres de espírito que nem gozam muito nem sofrem muito, porque vivem nessa penumbra cinzenta que não conhece vitória nem derrota."
- Theodore Roosevelt –
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Edward sentiu os braços de todos seus familiares e amigos ali o abraçando, congratulando por aquela vitória tão ansiada, porém ante todos os agradecimentos seus olhos procuravam o único par de olhos castanhos como chocolate que não havia lhe parabenizado. Ainda no mesmo lugar que estivera sentada, Isabella sorriu quando seus olhos reconheceram o dela, antes de discretamente sair da sala daquilo que era o verdadeiro júbilo do marido.
Sabendo que não poderia sair da casa, sem chamar a atenção da imprensa, a morena seguiu para a área da piscina da casa dos sogros, um lugar reservado que poderia enfim refletir sobre o que aquele resultado significava para si mesma. Ela sabia que a vitória de Edward era garantida, na realidade ela sabia que sua vida no seio daquela família era uma ampulheta, onde grão a grão de areia era esvaído seu tempo findava, e agora havia chego o derradeiro momento.
Seu tempo ali havia acabado, ela precisaria por em prática o plano que forjaria a sua morte.
Ela engoliu o nó que se formou em sua garganta. O vento gelado de novembro ricocheteou seus cabelos em seu rosto, as lágrimas grossas instantaneamente deslizaram silenciosamente por ele e pareciam congelar ainda mais a pele da Senadora. Ela fechou seus olhos sendo completamente nublada pelos sons de festividade que emanavam de dentro da casa, quase contrastando com o silêncio opressor do lado de fora.
Inesperadamente ela ouviu passos se arrastando sobre o piso de pedra que rodeava a piscina, tentando rapidamente se recuperar da emoção que sentia, ela virou-se para o som, sendo surpreendida por ninguém menos que Edward ali. Com suas mãos nos bolsos de sua calça, seus olhos sorriam, enquanto seu rosto estava sério.
- Parabéns Edward. – disse ela com um sorriso trêmulo. – Eu te disse que você iria conseguir.
- Obrigado Bella. – falou suavemente. – Muito dessa vitória eu devo a você.
A morena bufou.
- Você não me deve nada Edward! – ela exclamou. – Eu atrasei esse seu sonho por mais de seis anos. Se você não está celebrando hoje sua reeleição, a culpa é toda minha. – ela engoliu em seco. – Já cansei de te pedir perdão, mas eu ainda te devo muitas desculpas a todo mal que lhe causei.
Edward balançou sua cabeça atordoado.
- Sabe – disse ele depois de um minuto inteiro, sentando-se em uma das cadeiras da área da piscina. – eu tenho tentado ver as coisas de forma diferente ultimamente, e talvez tudo o que aconteceu devia ter acontecido para chegar onde estamos hoje. Eu não estava pronto para ser presidente há quatro anos. Eu era arrogante, mesquinho, vingativo, era um criminoso que não assumia a sua própria faceta, eu não tinha o que tenho hoje: perspicácia para lidar com o cargo mais importante do mundo.
"Sabe aquele famoso ditado: 'há males que vem para o bem'?" – questionou, ela assentiu. – "Mesmo com todo o mal que aconteceu, entendo hoje que ele deveria ter acontecido, se não fosse por ele nada disso estaria acontecendo." – refletiu.
- Fico feliz que você tenha tirado uma boa lição de tudo isso. – ela murmurou. – Acho que você foi o único.
Ele estudou a esposa.
- Será Bella? – inquiriu em réplica. – Eu não acho, acho que se tem alguém que tirou uma grande lição de toda essa merda, essa pessoa foi justamente você! Claro nada justifica suas ações, mas você foi terrivelmente manipulada por anos, nunca aprendeu claramente o que era certo e o que era errado, sua família, me perdoe, é uma bagunça do caralho. Você foi praticamente criada por um homem que só conseguia pensar em si próprio e nos seus interesses. Pode ter demorado para você compreender o seu propósito nisso tudo, mas você conseguiu Bella, você realmente conseguiu, diante de toda a sujeira, você se sobressaiu.
Ela riu sem humor.
- Bonito isso que você fala Edward, mas não é a verdade. – ela ponderou. – Eu colhi o que plantei, meia dúzia de ações tentando mostrar que mudei, não indicam que eu realmente mudei...
- Aí que prova que você mudou – interrompeu ele. –, você reconhece seus erros, acredita que não merece tudo o que conquistou. Hoje se tem alguém que preciso agradecer, esse alguém é você e tão somente você! – exclamou.
- Obrigada novamente Edward. – sibilou, desviando seu olhar para longe. – Você não tem que dar uma declaração? O povo deve estar ansioso para ouvir o mais novo presidente. – disse com um sorriso voltando-se para ele.
- Sim, mas eu quero você do meu lado. – replicou.
- Edward... – gemeu angustiada. – Se irei forjar minha morte nas próximas semanas, quanto menos for vista ao seu lado, menor será o baque.
- Eu já penso o contrário. – contrapôs. – Sem contar que pelo menos até a posse, eu quero você do meu lado, depois da posse em vinte de janeiro nós voltamos a conversar. – ponderou, levantando-se da cadeira que estava sentado.
- Edward... isso é desnecessário. – disse cansada, apertando suas mãos frias em suas têmporas.
Edward aproximou-se da esposa.
- Eu sou o presidente Isabella, eu decido o que é necessário. – pontuou inflexível. – Acho prudente você se refrescar e se arrumar para o pronunciamento, todos estão se preparando, eu irei trocar de roupa também. – advertiu com rigidez.
- Claro, senhor presidente. – disse a mulher reflexivamente, seguindo o homem para dentro da casa.
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O discurso de vitória de Edward foi contagiante, com sua esposa e seus filhos ao seu lado, o presidente eleito falou da superação de obstáculos, de crescimento pessoal e de motivação.
Falou de como foi ir ao céu e ao inferno, e como esse triunfo que estava recebendo agora era sobre a luta que travou consigo mesmo. Disse a respeito da importância da família, elogiou seus pais, seus filhos, sua irmã e cunhado, deu importância ao esforço de cada pessoa que auxiliou na campanha, e por fim, quando todos estavam aturdidos do porque ele não havia citado o nome de Isabella até aquele momento, ele enfim agradeceu e elogiou a esposa, afirmando que essa conquista era uma obra conjunta, que ela trabalhara incansavelmente para conseguir provar que ele merecia aquele lugar, e que ele era grato a todo seu amor, companheirismo e fé inabalável.
Fora um discurso muito bonito e claramente muito bem ensaiado. Todos os telejornais, jornais, revistas nacionais e internacionais compartilharam trechos dele. O mundo via em Edward Cullen a verdadeira força para trazer os Estados Unidos ao patamar que uma vez conquistara, mas desde os percalços do presidente anterior, muita coisa havia sido abandonada.
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Com a vitória de Edward a corrida pela Casa Branca, a primeira decisão de Isabella foi deixar o cargo de Senadora – faltando pouco mais de 10 meses para o fim do mandato. Jasper, apesar de continuar como Senador, foi um dos principais apoios de Edward na equipe de transição de governos. Carlisle também estava auxiliando; ele, que por muitos anos via muito do pai Joseph, no filho, pela primeira vez se via em Edward. O filho de fato crescera naqueles anos afastados no interior do Illinois, ele mudara e por mais que ele soubesse que muita coisa ainda continuava igual no imo de seu filho, as principais características que Edward herdara de Joseph finalmente se esvaíra.
Isabella passou bastante tempo com Elizabeth antes da mudança para a grande residência branca na Avenida Pensilvânia nº 1600; vez ou outra ela fazia aparições públicas visitando com Edward hospitais e escolas ou ainda quando ela própria ia sozinha a ações que como futura primeira dama, era da sua alçada. Como sabia que tudo seria findado em breve, ela sempre tentara arrastar Jane, Esme, Alice e até mesmo Elizabeth a esses eventos, mas sempre acabava com ela indo sozinha, para a sua infelicidade.
Num quarta-feira fria de dezembro há dez dias do casamento de Angela e Alec, a única pessoa que ainda ligava Isabella ao seu passado nebuloso foi até a sua casa para uma conversa.
Angela, que apesar de ser filha de Aro Volturi se recusara a muito tempo qualquer vínculo com o nome do pai criminoso, obviamente que quando os Cullen souberam da sua relação com o criminoso tentaram a todo custo separar Alec dela, na realidade, o relacionamento deles teve uma pausa longa de dezoito meses.
Apesar de que chegara ao seio daquela família por causa da meia-irmã Isabella, Angela nunca a culpou por isso, na realidade a morena com traços orientais sempre acreditou que Isabella fora a mais prejudicada em toda história. Claro, ela sabia a verdade por trás da morte de Jacob, do dossiê de exposição de Edward, sobre a prisão e morte do pai, ela tinha conhecimento porque Isabella lhe contara, mas mesmo reconhecendo todos os erros e segredos da irmã, que ela nunca sequer pensou em contar para o então namorado quando este terminou o relacionamento deles.
Angela e Isabella era o que mais se aproximava de melhores amigas.
Por muitos meses ela achou que a sua história com Alec havia finalizado, porém quando se encontraram ao acaso em um restaurante, toda a paixão e aquele desejo floresceu. Alec sabia que não podia ficar longe da morena e contrariando principalmente a irmã Jane, reatou o romance.
- Isa, te atrapalho? – perguntou Angela da porta do quarto em que Isabella estava escrevendo um artigo sob o codinome de Lilian Johnson de um escândalo envolvendo o prefeito da Filadélfia.
- Atrapalha nada Ang! – saudou a morena, fechando seu laptop e indo ao encontro da irmã para abraça-la. – Nervosa com o casamento aproximando-se?
- Eu que deveria te perguntar isso, senhora primeira dama! – divertiu-se a outra. Forçadamente Isabella deu um sorriso agradecido.
- Não tanto glamouroso quanto a pomposidade do cargo faz parecer. – replicou.
- Você e Edward ainda não se acertaram? – questionou. A ex-senadora sorriu tristemente, negando com a cabeça. – Você ainda vai seguir com aquele seu plano mirabolante Isa?
Isabella fechou seus olhos e suspirou, afastando-se da mulher e caminhando para as duas poltronas do seu quarto. Angela a seguiu.
- É a única solução Ang! Meu relacionamento com Edward é só de fachada, e sumir é a melhor solução, sem contar que Jane me odeia...
- Não é a única solução Isa, e outra coisa, Jane odeia todo mundo. – interveio. – Alec está puto desde que descobriu sobre o relacionamento dela e Seth, ele quer contar a Edward, mas tem medo da reação do pai, principalmente agora como presidente eleito, porque vai ser um escândalo.
- Eu espero que Edward surpreenda a todos quando descobrir sobre esse namoro. – disse cansada, naquele momento Angela percebeu o quanto sua irmã parecia envelhecida. – Mas eu não sei. Seth tem quase o dobro da idade dela, sem contar que a viu nascer, segurou ela no colo!
- Eu sei, certo? Alec toda semana discute com ela sobre isso. – ela deu de ombros. – Ele achou que seria algo passageiro, mas quatro anos é muito tempo.
- Demasiado. – concordou Isabella. – Mas não é sobre a sua cunhada e minha enteada que você veio aqui conversar, me diga, como anda as coisas?
- Tudo bem. Tanya telefonou para o Alec dizendo que não poderá vir no casamento, parece que ela e Eleazar tem uma viagem pra África programada e que não pode ser adiada. Me diz que mulher não vai no casamento do próprio filho? – questionou horrorizada.
- Tanya nunca foi uma boa mãe para eles. Edward me contou uma vez que ela nunca quis os gêmeos, que sempre culpara os filhos pelas inexistentes estrias conquistadas em sua barriga e o alargamento do quadril. – deu de ombros.
- Que mulher horrível! – ponderou.
- Sim. – concordou Isabella. – E no mais? Tudo certo? Decidiu entrar sozinha mesmo na igreja? – perguntou.
- Então Isa. – ela sorriu incerta. – Você é minha única família. Então eu queria saber se você concordaria em entrar comigo? Eu sei, é incomum, mas somos nós contra o mundo, certo? – questionou nervosamente.
- Uau! Ang! Uau! – a jornalista estava atordoada. – Estou sem palavras. É um convite maravilhoso, e se Alec concordou acho que eu concordo também. – sorriu.
- Ai Isa! Você é maravilhosa! – exclamou abraçando a meia-irmã.
- Seus olhos. – brincou a outra. Por mais uma hora as duas conversaram sobre o casamento, as festas de final de ano que viriam a seguir e sobre os preparativos para a posse de Edward. Apesar de Angela não concordar com o plano da falsa morte da irmã, não tentou se opor ao que parecia uma decisão final. Ela esperava que no momento derradeiro, as coisas mudassem para Isabella.
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As festas de fim de ano e o casamento de Alec e Angela passaram praticamente num piscar de olhos para a família Cullen, a família que tinha ido do céu ao inferno e agora finalmente retornara ao paraíso estava em júbilo. E a principal comemoração a esse júbilo finalmente chegara: o dia vinte de janeiro, dia da posse de Edward Cullen como presidente.
Usando um vestido azul profundo na altura dos joelhos com um casaco da mesma cor e comprimento, meias grossas e scarpins negros, com delicadas joias prateadas, ela estava ao lado de Edward, tão elegantemente vestido com um terno de um azul profundo como o dela, camisa branca e uma gravata vermelha quando este enfim fez o caminho para sua posse. Jane, Alec e Elizabeth, que vestiam cores mais discretas e juvenis que as do casal, seguiram atrás Edward e Isabella no cortejo, que após o juramento e de um longo discurso, finalmente tomou posse como o 46º presidente dos Estados Unidos.
Enquanto Edward seguia ao Capitólio para cumprir mais alguns compromissos cerimoniais da posse, Isabella, Elizabeth, Jane, Alec e alguns familiares seguiram para o restaurante dentro do próprio Capitólio para um almoço especial.
Enquanto isso na Sala Presidencial do Capitólio, o agora presidente, assinou seu primeiro decreto. O decreto – apesar de simples, falava da importância das mulheres em cargos de chefia, e sobre a responsabilidade de todos promover salários igualitários para as mulheres em qualquer posição, condizente com o valor atribuído a pessoa no mesmo cargo, mas de gênero masculino.
O decreto era uma promessa de campanha o que proporcionou muito do apoio que recebera. Após a assinatura do decreto, ele também assinou ordens de apresentação oficial de seu gabinete e de vários outros sub-gabinetes oficiais para a aprovação do Congresso. Em seguida ele seguiu, para o almoço de posse com os congressistas no National Statuary Hall, dentro do próprio Capitólio.
Após o almoço, o outro compromisso oficial que era a parada da posse que se seguiu ao longo da Avenida Pensilvânia, saindo do Capitólio para a Casa Branca. Durante a parada, o Presidente Cullen e a primeira dama, Isabella Cullen, saíram de sua limousine em duas situações, onde caminharam um curto trecho para saudar as multidões presentes.
Findado os compromissos oficiais que estavam dentro do script da cerimônia de posse, o presidente e sua esposa no meio da tarde seguiu para um hotel na região central da capital do governo estadunidense para se prepararem para os dez bailes que várias entidades e pessoas influentes ofereceram para festejar sua posse ao cargo.
Edward usava um smoking preto feito sob medida para a ocasião, Isabella por sua vez vestia um vestido azul acinzentado com apenas uma alça que caia elegantemente sobre o ombro, apesar de marcar todas as suas curvas, o vestido tinha um corte trompete, e por isso a parte de baixo do vestido lhe dava uma fluidez única. Optando por usar brincos simples de diamantes, uma pulseira discreta e somente seus anéis de casamento, a mais nova primeira dama chamava a atenção pela sua simplicidade, discrição e beleza.
Depois da passagem nos dez diferentes bailes o casal Cullen seguiu para a Casa Branca, onde eles foram anfitriões de uma reunião no recinto que se deu início após a meia-noite e seguiu madrugada a dentro, onde contaram com a presença com sessenta convidados, dentre os quais apoiadores, amigos mais próximos e a família. Quando as seis da manhã, depois de ter se despedido de todos os convidados, e seguiram para os aposentos presidenciais, caíram exauridos na cama por conta dos exaustivos eventos do dia, eles sequer se preocuparam em colocar um pijama ou se direcionarem a camas diferentes.
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Os primeiros dias do mandato de Edward foram uma loucura. Reuniões, telefonemas, cartas e e-mails a serem respondidos. Ele estava exausto, e mesmo com o apoio incondicional de sua equipe, ele estava ansiando por uma pausa. Ele queria mais do que nunca relaxar um pouco e talvez saborear o fato de que agora ele era o Presidente dos Estados Unidos da América e que a Casa Branca era sua residência – pelo menos pelos próximos quatro anos.
Porém, antes de se animar com a merecida pausa, foi surpreendido por uma audiência as pressas com Seth Clearwater, seu amigo e advogado de longa data na sexta a tarde. Edward não entendia o porque Seth marcara uma reunião tão formal, mas quando este chegou em companhia de sua filha mais velha, Jane, o presidente sabia sobre o que era a audiência.
Edward nunca foi um homem que não soubesse o que acontecia ao seu redor, se toda a história com Isabella fosse uma lição aprendida, é de que todas as pessoas do seu círculo pessoal deveriam ser minuciosamente investigadas ou então acompanhadas por seguranças e/ou detetives. Em resumo, Edward sempre soubera do relacionamento de seu amigo Seth e sua filha Jane, e por mais que muitas vezes ele quase mandou a cautela para o espaço e exigiu uma explicação do amigo ou então da filha, o político optou por aguardar até o momento que os dois seriam sinceros com ele.
Então ali, naquele momento no salão oval da Casa Branca quando os dois se aproximaram o presidente sequer deixou a conversa se estender muito.
- Edward... – começou Seth, mas o político o cortou com um aceno.
- Poupe saliva Seth. Eu sei – ele apontou o dedo para ambos. – sobre essa história de vocês por anos. Desde quando ela começou para ser mais exato.
- O que? – surpreendeu-se Jane, com os olhos verdes arregalados. – Pai, c-co-como? Alguém te contou? Isabella te contou? – questionou acusatoriamente a loira.
Edward arqueou suas sobrancelhas.
- Jane, Jane, eu acho que você é mais esperta que isso minha filha. – interveio Edward. – Você realmente acha que depois de tudo o que aconteceu comigo há sete anos eu iria deixar alguma outra surpresa me atacar? Eu coloquei investigadores e detetives atrás de todas as pessoas próximas a mim, inclusive minha própria família. De fato, alguém me contou, mas definitivamente não foi Isabella.
- Por que você não disse nada Edward? – questionou Seth, ainda aturdido.
- Porque Seth eu esperava que vocês fossem honestos comigo. Por muitas vezes resolvi coloca-lo contra a parede quando você vinha me visitar nos Grandes Lagos, mas tentei ser paciente pra ver até quando isso ia.
- E? – incentivou Jane, ainda atordoada com a sucessão de eventos.
Edward suspirou, soltando o nó da gravata e liberando o primeiro botão de sua camisa.
- Não é o relacionamento que eu esperava para a minha filha. Seth tem idade para ser seu pai Jane, mas – deu de ombros. – se eu proibir vai adiantar alguma coisa? Provavelmente não. Porém, se – Edward voltou seu olhar para o amigo de longa data. – você fizer um 'a' que não me agrade Seth, não esqueça que agora eu sou presidente eu tenho todo o serviço secreto e o FBI a meu favor. Eu sumo com você em um piscar de olhos. – ameaçou.
- Pai! – exclamou Jane horrorizada, pois ela reconhecia que a ameaça de seu pai não era nenhum pouco vazia.
- Eu sei Edward. – concordou Seth, inabalável.
- Espero que vocês saibam que quando isso vir a mídia será um escândalo, a filha do presidente com um Sugar Daddy, eu espero Jane que você tenha um belo plano de gerenciamento de crise preparado e para repassar para a minha equipe de imprensa. Outra coisa, são quatro anos desse relacionamento, vocês vão ou não levar para outro nível? – questionou sem emoção.
Seth mexeu-se desconfortavelmente.
- Esse é um dos motivos que solicitei essa audiência Edward – respondeu o moreno. –, eu quero pedir a mão de Jane em casamento.
Edward estudou o amigo e a filha.
- Eu entendo.
- Então? – pediu Seth e Jane em uníssono.
- Então, o quê? – replicou o presidente com a mesma postura imparcial.
- Qual a sua resposta pai? – pediu a loira. Edward deu de ombros.
- Você já aceitou Jane, importa a minha resposta? – disse com ironia. – Mas de qualquer maneira vocês tem meu apoio.
- Uau! – exclamou Seth soltando um suspiro. – Por um momento achei que você iria me matar.
Edward fechou seus olhos em fenda e sorriu enviesado.
- Ainda é uma opção Seth, se é isso que você quer. – falou levantando-se de sua cadeira e indo até a janela olhar os jardins da Casa Branca.
- Edward... – suspirou nervoso o advogado.
- Se isso não é uma opção, acho que nossa audiência acabou, certo? – devolveu o homem. – Boa noite para vocês, eu preciso voltar para as minhas obrigações antes de um final de semana de paz.
Seth e Jane concordaram com o presidente e depois de breves despedidas deixaram a sala. Edward cansado de todo o trabalho da semana e da cansativa conversa com o amigo e filha, tentou terminar de assinar os documentos que deveria, porém, seus pensamentos estavam em outro lugar, ou melhor, em uma morena.
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Seus primeiros dias como Chefe de Estado americano foram tão atribulados, tanto que ele mal vira Isabella. Todavia, nos últimos dias, quiçá nas últimas semanas, por mais controverso que fosse tinha um pensamento obstinado de que a primeira mulher que ele fosse fazer sexo naquele lugar, que ele desejara por anos fosse com ela.
Sua esposa.
Era uma obsessão. Ele precisava que fosse com ela.
Era esse pensamento que ele tinha quando ela adentrou o salão oval naquela noite de sexta – ele terminava de assinar alguns despachos urgentes que apareceram inesperadamente e que precisavam ser resolvidos o quanto antes, quando se surpreendeu com um vestido carmim simples.
- Atrapalho? – questionou a morena.
Edward sorriu para a esposa.
- Não, não, estava mesmo indo te procurar. – disse com um sorriso. – Desculpe por essa semana, ela foi bem agitada.
- Claro que foi Edward. – sorriu a morena. – Agora você é presidente, é uma responsabilidade muito maior em seus ombros.
Edward bufou uma risada.
- Responsabilidade demais. Até hoje não sei como Ephraim Brown conseguiu ser presidente por quatro anos! Ele mal tem a capacidade de formar duas frases. – provocou lembrando-se do presidente anterior.
- Assessores. – respondeu com simplicidade Isabella.
Edward mais uma vez bufou uma risada.
- De qualquer forma – começou a ex-Senadora. –, eu queria lhe entregar isso. – disse balançando uma pasta preta em suas mãos. Edward estreitou os olhos, enquanto estendia a mão para receber o que a esposa lhe entregava.
Um silêncio pesado caiu no salão oval enquanto Edward lia o documento.
- Já está tudo planejado Edward – disse Isabella, depois de longos cinco minutos. – você estará em uma visita oficial a Califórnia e eu deveria ir para San Francisco na inauguração de um hospital. Iremos juntos a Los Angeles, mas pegarei um helicóptero para fazer o outro trecho, então... bem... esse sofrera uma pane e cairá no oceano pacífico. – explicou com simplicidade.
"Consegui encontrar uma boa equipe estrangeira para fazer a ação. Eles serão discretos. Enquanto todos se preocupam com o acidente e você faz suas declarações de pesar, eu assumirei de vez a identidade de Anne Smith e seguirei para a Rússia, que devido aos acordos do último presidente, é um lugar que ninguém realmente pode me procurar." – explicou.
Edward continuava lendo o documento que explicava como seria a "morte" da primeira dama, da sua mulher. Era extremamente mórbido o que ele estava lendo, mas pela primeira vez em muito tempo ele estava sem fala.
Foram quinze longos minutos de silêncio opressor. Edward lia e relia os documentos a sua frente, Isabella aguardava com expectativa a resposta dele.
- Bom, acho que é isso – disse ela depois de muito tempo. –, eu vou me deitar. Boa noite, senhor presidente. – balbuciou.
Edward finalmente saiu do seu estupor.
- Não!
Imediatamente Isabella virou-se para o marido.
- Como? – perguntou confusa.
- Não. – ele repetiu. – Você não vai dormir ainda, e também não vai forjar sua morte. – disse com finalidade, fechando a pasta e jogando na lixeira ao lado da mesa e levantando-se de seu lugar.
Em cinco passadas estava na frente da esposa.
- Você não irá fazer nada dessa merda. – repetiu.
- Edward – suspirou cansada a mulher. – nós já conversamos sobre isso antes, e você estava de acordo com o plano.
- Foda-se o plano Bella! – exclamou. – Eu nunca concordei com ele, toda essa história de forjar a sua morte sempre foi ridícula do meu ponto de vista. – ela se surpreendeu com a sentença.
- Você quer um divórcio público? – perguntou surpresa.
- Não! – repetiu o presidente pela terceira vez.
- Edward... – gemeu a primeira dama, entendendo o que o marido queria dizer. – Eu não acho que é uma boa ideia...
Ele cortou ela.
- É uma excelente ideia Bella. Eu já te disse várias vezes, foi graças a você que alcancei esse lugar, eu quero você do meu lado!
Isabella piscou aturdida.
- Chega de jogos, de manipulações, de amantes, de toda a merda que ronda nosso relacionamento desde o começo. Eu cansei disso tudo! – ele falou com voracidade. – Muito da nossa natureza não vai mudar, e não deve mudar assim do nada, mas tudo isso aqui é sobre um novo começo. Recomeço. – abriu seus braços abarcando tudo. – Você é parte da minha família, parte de mim, eu não posso simplesmente deixar você fingir que morreu, abandonar toda sua vida, sua família, sua filha, eu, seu marido, para ir no fim de mundo ficar escondida! Não!
"Você é especial Bella, você é uma mulher única. Além de linda, é inteligente, audaciosa, esperta, sabe agir conforme se é necessário, sabe entender o que um cargo político representa e como tudo na vida gira em torno dele. Você sempre foi a mulher ideal para mim. Você sabe ser articulada e instigante, depois que você foi Senadora, todo o país te idolatra, minha campanha foi completamente baseada em você. Você que é minha vitória! Meu triunfo!" – exclamou com fervor. – "Então, não, não haverá falsa morte ou você se afastando disso tudo. Você ficará ao meu lado pelos próximos mil e quatrocentos dias, e se eu decidir me reeleger por mais o dobro desse tempo, e se possível até a minha morte!"
Isabella piscou confusa para o marido, sem entender onde ele queria chegar com aquele discurso inflamado.
- Edward... eu não estou te entendendo. – disse completamente confusa.
Edward suspirou pesadamente, enquanto suas mãos grandes apertavam os braços de Isabella carinhosamente.
- Eu te amo, Bella.
Ela tornou a piscar ante a frase, tendo certeza que ouvira errado. Edward pareceu notar a confusão da esposa.
- Eu te amo, Bella. – repetiu. – Deus, eu acho que te amo desde a primeira vez que te vi, mas naquele momento eu achei que fosse só desejo, sei lá, eu era um babaca, mas agora eu sei, quer dizer, eu sei já a um bom tempo, mesmo te odiando eu te amei Isabella. Em outras palavras, eu te odeio e te amo. – ele riu.
Isabella encarou aqueles intensos olhos verdes, que estavam quase cristalinos e se é possível, ela realmente viu a alma do marido refletida ali.
- Edward... eu... eu te odeio – ela engoliu em seco.
Um silêncio opressor caiu sobre os dois. O único ruído era o de suas próprias respirações ofegantes. Com os intensos olhos castanhos focados nos verdes de Edward, Isabella suspirou pesadamente.
- E eu também te amo. – enfim declarou.
Todo o barulho de repente foi extinto. Nada se mexia, eles sequer respiravam. Tudo parecia em suspenso.
Isabella e Edward se encararam por um longo tempo.
Ainda existia muitos sentimentos controversos entre eles, era evidente o misto de amor e ódio ali presentes; contudo ao se encararem nos olhos um do outro enfim notaram algo que era tão certo como o céu e as estrelas: confiança.
Pela primeira vez desde que se conheceram pessoalmente, conseguiram entender porque não conseguiam se desvincular um do outro.
Finalmente entenderam que existia uma cumplicidade que era maior do que o simples desejo de poder, esta cumplicidade que partilhavam era sim física, mas também emocional, psíquica e principalmente política.
Compreenderam afinal, que se não ficassem juntos como um casal, sempre haveria algo em desarmonia. E por isso, concluíram, apenas com aquela troca de olhares, que para serem quem eram, e continuarem nesta posição precisavam se manter unidos, pois se existisse alma gêmeas, almas irmãs ou qualquer coisa do gênero, suas almas eram aquilo, que se aproximaram não pelo acaso ou pela força de terceiros, mas porque estavam destinadas a se encontrarem e principalmente de permanecer juntas.
Foram objetivos escusos que os colocaram um no caminho do outro, mas finalmente não existia mais nada daquilo, agora pela primeira vez, talvez em toda sua vida, eles poderiam ser eles mesmos.
Companheiros no jogo da política e na busca pelo poder e no jogo do amor e sua incessante busca pelo prazer.
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N/A: E... o fim! Uau! Foi uma jornada louca, muito louca. Quando idealizei essa fanfic lá nos áureos anos de 2010, não esperava que fosse ser esse caminho tão longo. Juro por Deus que não imaginei. Mas tem coisas que acontecem na nossa vida e simplesmente não temos controle, não é mesmo? Enfim, para vocês terem uma ideia esse paragrafo final está escrito desde 18/02/2011, que numa madrugada boladona eu rascunhei, ou seja: eu SEMPRE soube como terminaria, mesmo ninguém acreditando em final feliz pra eles, ele sempre existiu!
De qualquer maneira a todos que nunca viram amor neles, aí está a prova de que sempre existiu! Tortuoso? Com toda certeza, mas ele sempre esteve ali, permeando todo o relacionamento, e isso que faz isso aqui ter sido uma jornada tão marcante e constante, porque até no último momento ninguém esperava esse "final feliz", mas é isso, ele sempre estava ali, virando a esquina!
Obrigada a todos que nesses longuíssimos anos que vocês estiveram aqui comigo acompanhando, torcendo por isso aqui! É graças a vocês que eu não desisti disso! Cada review foi recebida com um imenso sorriso no rosto, algo que eu nunca vou esquecer, porque o carinho de vocês é imenso! Obrigada mesmo por tudo isso! E espero encontra-los em outras fics minhas por aí!
Amo vocês!
Beijos, Carol.