- Tem certeza que você consegue? – disse Hermione – Porque, se não, sem problema, a gente fica.
- Relaxa Mione! Que mal pode haver em um bando de crianças de no máximo dez anos? – Falou Harry
- Você está prestes a descobrir que derrotar o tio Voldy foi fácil, meu chapa...! – Rony disse dando tapinhas de compreensão nas costas de Harry
- Então tá, que seja, vamos embora – disse Ginny enquanto tinha uma crise de riso – Ah... e qualquer coisa liga pra emergência mágica – ela disse enquanto se fastava da mansão Potter.
Harry fechou a porta e deu um sorriso corajoso ao seu amigo e cunhado.
- Bem, acho que pode ser divertido – ele disse dando tapinhas nas costas do único (ele pensava) que ia ajudá-lo a cuidar de treze seres humanos
- Se divirta então – disse Rony indo embora
- QUE? VOCÊ NÃO PODE ME DEIXAR SOZINHO!
Não houve resposta.
- EEEI! ROOOOOONY! ROOOONY, VÉI! ROOONY, DESGRAÇADO, VOLTA AQUI! Droga. Lá vou eu... E espero sinceramente que haja chocolate e episódios de A casa do Mickey Mouse, suficientes para até 3h da manhã. Calmante também serve.
Harry andou até a sala de jogos onde estavam todas as crianças da família. Hoje à noite haveria um evento no ministério e, para e para a extrema felicidade do moreno, Lilly e James decidiram dar uma festa do pijama!
O salão de jogos era uma grande sala azul bebê e vermelho. Num canto qualquer havia uma poltrona vermelha onde estava Teddy, jogando no seu PSP completamente indiferente a confusão ao seu redor.
No meio da sala Lilly, Roxanne e Lucy culpavam James por algo que ele dizia ser culpa de Louis.
Do outro lado do quarto, Molly e Dominique se empurravam pelo controle remoto. Fred e Victoire gritavam um com o outro e Hugo estava chorando, com um braço esfolado, entre os dois. Rose, por sua vez, perseguia Albus que corria pela sala com o livro dela. Resumindo, era uma visão do inferno.
- Gente, parou, parou!
Por alguns estantes todos pararam para olhar para Harry, até mesmo Teddy, como se estivessem congelados. Três segundos depois o caos continuou como se nunca tivesse parado.
- Eeeei! Ei! EEEEEI!EEEEEEIM, CARAMBA!
Mas os berros não surtiam efeito. Ele precisava de algo mais. Então uma idéia cruzou a sua cabeça. Em um movimento rápido pegou sua varinha.
- Accio vassoura – ele gritou e em poucos segundos sua vassoura estava e, sua mão – Expectro Patrono – e seu patrono foi conjurado.
Ao invés de subir na vassoura, Harry fez com que todos fossem pegos pelo seu patrono. A medida que chegavam as crianças, ele batia o cabo da vassoura em suas cabeças, para que eles parassem quietos. Em algum tempo todos estavam a sua volta, olhando para ele e alisando a cabeça.
- Bem, quem quer ver a casa do Mickey Mouse e comer chocolate? – perguntou como se bater com uma vassoura na cabeça de crianças fosse a coisa mais normal do mundo.
Neste instante um silêncio mortal tomou conta de todos.
- Casa do Mickey Mouse, pai? Que coisa de pirralho... – falou Lilly, de sete anos de idade.
- Ou você podia usar sua vassoura para fins menos malignos e jogar quadribol!
- Que?
E aquela pergunta fora fatal. Segundos depois a sala ficou cheia de murmúrios do tipo "É... quadribol" ou "Ah, não. Vamos ver Hannah Montana!"
- Não crianças, é sério. Quadribol é perigoso e seria bem mais legal ver TV, aqui, na segurança do sofá, não acham? – disse Harry com medo de uma rebelião.
- Não – disse James, levantando uma sobrancelha e em seguida correndo para o seu quarto.
- Tá, eu não ligo se vocês gostam ou não. Vão ter que ficar aqui porque quadribol é muito perigoso para crianças de cinco anos!
- Hum, tio Harry?
- Sim, Vicky.
- O Louis é a pessoa mais nova aqui e ele tem sete anos.
- Que seja, continua perigoso.
De repente, James aparece na escada com várias vassouras.
- Olha, quem quiser quadribol, me siga! – berrou ele e em seguida correu pêra o jardim ao lado da casa.
Foi uma questão de segundos até que todos processassem e seguissem James. A partir daí Harry percebeu que era uma rebelião, e ele não teria forças para lutar contra ela.
- EI! ESPERAAAA! SE VOCÊS VÃO JOGAR É MELHOR EU OLHAR! JAAAAMES! TEDDY CONTROLA ESSES MOLEQUES!
Harry foi correndo até o jardim para supervisionar as crianças. Ao contrário de Teddy, James e Fred, as crianças menores estavam completamente perdidas.
- Bem, estão vendo, não dá para jogar porque não temos vassouras para todos – Harry falou achando que tinha conseguido um trunfo sobre aquelas crianças.
- Mas é claro que temos! – James falou – Eu sou um garoto prevenido! Eu mandei que todos trouxessem suas vassouras. Agora, quem vai me ajudar a pegar os balaços?
Harry não podia fazer nada, só pensar "maldita hora em que eu pensei que ter equipamento de quadribol em casa seria bom". Quando todo mundo estava pronto, ele cedeu.
- Certo, já que eu não posso fazer nada, vamos jogar.
As crianças gritaram alegres e triunfantes.
- Bem, mas vocês têm que aprender primeiro. Vou ensinar como voar, será a primeira lição – Harry disse em um tom professoral
- Pai – disse a pequena Lilly – Nós já sabemos voar!
- Tá certo, então vamos bater em balaços.
Cada criança pegou um dos muitos balaços e jogou em Harry. Ele obviamente relembrou o quanto balaços doíam.
- Certo, acabamos, agora provamos que sabemos bater em balaços, pai deixa disso e vamos jogar, ou você acha que, realmente não sabemos como? – falou o impaciente James.
- Está bem... Então tire time com o Teddy. Eu serei o juiz porque seria injusto eu jogar contra vocês...
- Ou você podia assumir que está velho e vai perder pra nós.
- Que? Agora vocês vão ver...
-Todos contra um?
- Não importa.
- Então a festa vai começar...!