Incertezas II - capítulo 1
Fandon: Supernatural
Autora: Mary Spn
Personagens principais: Dean/Sam
Sinopse: Sam e Dean passaram por muitas dificuldades para poderem ficar juntos. Agora, uma mudança radical em suas vidas vai colocar mais uma vez o seu amor a prova...
Nota: Esta fic é uma continuação de "Incertezas". Eu quero dedicá-la a todos os meus queridos leitores que me pediram por uma continuação, e como eu já tinha esta idéia em mente, resolvi dar andamento. Espero realmente não decepcioná-los.
Alguns meses se passaram, e depois de formado em engenharia mecânica, Sam começou a trabalhar durante meio período em uma montadora de automóveis. O salário era muito bom, e como ele não era assim tão útil na oficina com Dean, achou que era o melhor a fazer.
John havia se mudado para Stanford, e trabalhava na oficina com Bobby. Dean era responsável pela parte de restauração dos carros antigos, o que estava dando muito dinheiro, enquanto John cuidava da mecânica em geral. Bobby e mais um funcionário auxiliavam os dois, e Sam fazia os projetos das restaurações quando chegava algum cliente novo, além de também ajudar com a parte elétrica dos carros, já que era o que sabia fazer melhor.
Mesmo as duas oficinas sendo em salas separadas, uma ao lado da outra, Sam e John trabalhando tão próximos era uma coisa que não dava lá muito certo. Apesar de terem se entendido, as discussões por qualquer motivo, ou mesmo sem nenhum motivo concreto continuavam, afinal ambos eram teimosos ao extremo. Por isso Dean não reclamou quando Sam quis arranjar outro emprego, aqueles dois, quanto mais longe um do outro, melhor.
Na segunda feira a tarde, Sam entrou na oficina, e estranhou por não encontrar Dean ali. Ficou por ali matando tempo, esperando Dean voltar, quando sentiu alguém o agarrar por trás e morder seu pescoço, o fazendo pular de susto.
- Dean, você vai acabar me fazendo ter uma ataque cardíaco deste jeito! – Sam reclamou.
Dean deu gargalhadas.
- O que aconteceu, Sammy? Não aguentou de saudades e veio me ver mais cedo hoje? - Dean falou brincando.
- Cara, você é muito convencido, sabia?
- Confessa, Sam. Você não vive sem mim. – Dean sussurrou em seu ouvido, o guiando para cima de um carro que estava ali para concerto.
- Para com isso, Dean! Pode entrar alguém a qualquer momento.
Neste momento Bobby entrou pigarreando alto, lhes chamando a atenção.
- Vocês não tem tempo suficiente pra se agarrarem em casa? Isso aqui é local de trabalho, idiotas!
Esse era o velho Bobby, sempre metendo bronca.
- Desculpe Bobby, eu já estava mesmo indo embora. – Sam falou completamente sem graça. – Tem algumas peças que eu preciso comprar.
- Faz isso Sam, e vê se para com essa mania de ficar me agarrando cada vez que vem aqui. – Dean falou sério, recebendo um soco no braço e um olhar de reprovação de Sam.
- Ah Dean, o que é que a Claire veio fazer aqui?
- Quem? – Dean perguntou espantado.
- A Claire. Eu acabei de ver ela ali na frente, dentro do carro. Mas logo que me viu, ela foi embora.
- Você deve estar vendo coisas, Sammy. Porque a Claire não esteve aqui. Ela mora em Lawrence, lembra?
- Eu tenho certeza que era ela, Dean. Mas a noite a gente conversa, até mais.
Sam foi embora deixando Dean encucado. O que diabos a Claire estaria fazendo por ali? Sam deveria estar mesmo vendo coisas.
A noite, quando Dean chegou em casa, Sam estava com cara de poucos amigos.
- Que bicho te mordeu agora, Sam?
- Nenhum Dean, só me deixa em paz. - Sam falou emburrado.
- E por que esse tratamento de gelo? Hein? – Dean disse, e beijou Sam suavemente nos lábios e no queixo.
- Dean...
- Hmm?
- Tem certeza que você não viu a Claire? Que ela não foi lá pra te ver?
- Claro que não, afinal por que eu iria mentir pra você?
- Jura?
- Aham, eu juro. Agora que tal você tirar logo essa roupa toda e vir tomar um banho comigo? Eu estou louco pra te foder contra a parede daquele box... Vamos? – Dean falava e mordiscava o pescoço de Sam, o provocando.
- Dean?
- Hmm? Sam, sabe de uma coisa? Você devia falar menos e agir mais! – Dean o puxou pela cintura para mais perto, colando seus corpos.
- Eu estava pensando que...
- Isso não é hora de pensar, Sam! - Dean falou impaciente, sem parar de beijar seu pescoço.
- Por que a gente não inverte as coisas um pouquinho?
- Inverter o que, Sam?
- Inverter, tipo... Você ficar por baixo desta vez.
- O que? – Dean parou rapidamente o que estava fazendo, e se afastou de Sam.
- O que foi, Dean? O que tem de errado nisso?
- O que tem de errado nisso? Tudo, Sam! Tudo! – Dean falou nervoso.
- Então é assim?
- Assim como?
- É tudo só como você quer? Eu faço tudo por você Dean, e você não deixa nem eu tocar você de outra forma...
- Não existe outra forma, Sam! É assim e pronto! Você sabe que não vai rolar...
- E por que não? Isso faz você se sentir mais macho? – Sam falou bravo, a discussão já estava se tornando uma briga, agora.
- Qual é, Sammy? Por que essa conversa agora? – Dean tentou agarrá-lo novamente, mas Sam se esquivou. – Não está bom para você desse jeito?
- Eu não disse que não está bom. É só que... eu queria muito fazer isso, Dean. E você vai gostar, eu prometo!
- Vou gostar? É claro que eu não vou gostar, isso deve doer pra caramba, e eu não quero mais falar nisso, Sam! Assunto encerrado!
- Você sabe muito bem que isso dói só no início, e se fosse algo ruim, eu não iria gostar, né seu idiota! Eu não sou masoquista, afinal...
- Eu não quero saber, as coisas ficam do jeito que estão e pronto!
- Ah, ok. Então é você quem decide tudo sozinho por aqui.
- Neste caso, é sim.
- Ok, então você também pode se aliviar sozinho, porque enquanto as coisas não mudarem, em mim você não toca mais.
- O que?
- Você ouviu muito bem. – Sam falou decidido.
Dean deu gargalhadas.
- O que é tão engraçado?
- Até parece que você vai aguentar, Sam! Eu não dou dois dias pra você implorar pra eu te comer novamente. - Dean falou com sarcasmo.
- Você acha mesmo? Então vamos ver quem de nós é mais teimoso.
Três dias se passaram, com os dois mal se falando, afinal nenhum deles queria dar o braço a torcer.
Naquela noite, Dean já estava deitado na cama, e Sam saiu do banho com uma toalha em volta da cintura, e percebendo que Dean disfarçadamente o observava, retirou a toalha lentamente, vestiu apenas uma boxer, e se deitou ao seu lado na cama.
- Sam?
- Hmm?
- Por que você não para de ser teimoso, e senta aqui no meu colo, hein? A gente pode se divertir, ao invés de ficar desse jeito.
- De que jeito, Dean? Eu estou muito bem, obrigado.
- Mas eu não aguento mais ficar assim, Sam. Meu pinto não é elevador, que sobe e desce a hora que você quiser. Se você não quer transar, então por que você não faz aquele servicinho com a boca, que só você sabe fazer, hein?
- Não Dean, já falei que não vou te aliviar enquanto as coisas não forem do meu jeito. Não insista!
- E por que você está com a mão aí? – Dean perguntou, se referindo a mão de Sam que estava por dentro da boxer, tocando o próprio membro.
- Ah, você... não se incomoda se eu me aliviar sozinho, não é? Já que... não vai rolar...
- Faz o que você quiser, Sam! Só não faz barulho, e me deixa deixar dormir! – Dean falou bravo e virou para o outro lado.
Dean tentou ignorar, mas podia sentir o movimento no colchão, e ouvia os gemidos baixinhos de Sam, então não resistiu e se virou para olhá-lo.
Sam estava com os olhos fechados e a boca entreaberta, com uma mão massageava o próprio membro com precisão, e a outra estava agarrada aos lençóis, e sua expressão era de puro prazer. Dean sentiu um arrepio percorrer seu corpo e o seu pau ficar duro como uma rocha com a imagem. Seu irmãozinho sabia muito bem como provocá-lo.
- Você é um filho da puta, Sam!
Dean xingou, e Sam abriu os olhos, sorrindo de forma sacana.
- Deixa que eu termino isso pra você. – Dean não pode resistir, então parou os movimentos da mão de Sam, e a substituiu pela sua, passando a masturbá-lo e depois terminando o serviço com a sua boca, o chupando até Sam se derramar dentro dela.
Sam jogou a cabeça pra trás e gemeu alto na hora do orgasmo, sentindo um tremor por todo seu corpo. Dean sorveu até a última gota do seu sêmen, e depois subiu para beijá-lo, enquanto Sam tentava recobrar a respiração.
Sam sorriu e o beijou novamente, sentia saudades daqueles lábios tentadores, que há três dias não beijava. – Dean então aproveitou o momento de languidez de seu irmãozinho para fazer outra tentativa...
- Agora abre essas pernas pra mim, Sammy?
Sam abriu os olhos e encarou Dean, sério...
- Eu já disse que se não for do meu jeito, não vai rolar, Dean. – Sam falou calmamente.
- O que? Então eu te aliviei, e agora você vai me deixar na mão? - Dean estava realmente puto agora.
- Eu não pedi pra você fazer isso. Eu estava dando um jeito sozinho, você interrompeu porque quis. Boa noite, Dean!
- Por essa você vai me pagar, Sammy! – Dean saiu do quarto bravo, resmungando.
Sam virou para o lado, se agarrando ao travesseiro, e dormiu satisfeito.
No dia seguinte, Dean saiu cedo pra trabalhar, e quando Sam foi a tarde para ajudar na oficina, Dean nem olhou pra sua cara, e estava com um tremendo mau humor.
Sam já estava se arrependendo de forçar a barra, mas agora mesmo que não ia dar o braço a torcer.
John não sabia por que não estavam se falando, mas já tinha dado um sermão nos dois, pra não se esquecerem que antes de mais nada eles eram irmãos, e tinham que respeitar um ao outro. E sobre ele ter avisado que isso não ia dar certo, e mais uma monte de coisas que Sam nem deu ouvidos, pois sabia que ia acabar sobrando pra ele.
Bobby apenas os chamou de idiotas e deu risada, deixando Dean mais puto ainda.
Sam chegou mais cedo em casa a noite, e preparou a macarronada favorita de Dean, mas quando este chegou em casa e nem olhou pra sua cara, teve uma grande decepção. Dean se jogou no sofá e ficou lá sozinho, assistindo televisão.
- Dean, eu... preparei o macarrão que você gosta. Você não quer comer? – Sam perguntou apreensivo, não gostava nada desta situação.
Dean sequer olhou para a sua cara, continuou assistindo TV sem dizer nada, mas quando viu Sam sentar sozinho na mesa, e sua carinha triste, logo se arrependeu e foi jantar com ele.
- Eu só espero que pelo menos sua comida esteja decente!
Sam deu um sorriso triste, e continuou comendo calado. Dean se fartou de macarrão, achou delicioso como sempre, mas sequer elogiou ou disse alguma coisa.
Voltou para a sala, enquanto Sam lavava os pratos e arrumava a cozinha. Sam em seguida tomou um banho e sentou na poltrona, tentando ler um livro, enquanto Dean foi para o chuveiro.
Quando voltou para a sala, ficou algum tempo observando Sam, e percebeu a falta que sentia das conversas, de suas risadas, dos seus beijos, e do calor de seu corpo... Tudo o que queria agora era ver um sorriso sincero em seu rosto, e poder tocá-lo e tê-lo em seus braços novamente...
Continua...
Aos que estavam esperando, está aí a continuação. Em Incertezas, muitos me pediram por uma cena de Top!Sam, será que agora vai rolar? rsrs
Aguardem pela continuação. Prometo tentar postar pelo menos uma capítulo por semana.
Obrigadinha a quem leu, e como sempre, reviews são bem vindas!
Beijos!!