Os personagens desta fanfic não me pertencem. Mas eu não pretendo comercializá-los ou ganhar qualquer coisa por ter escrito esta fic além de comentários preciosos.
Desafio: nenhum
Ship: Harry/Draco
Capa: por DarkAngel – link no meu perfil
Sinopse: Nos lugares imprevistos.
Spoiller: 7 – ignora o epílogo e entrevistas da JK
Beta: Fla
Finalização: 13/03/2009 (feita inteirinha em 3 dias \o/)
Quantidade de capítulos: 6, e serão postados um por semana, sem xurumelas XD
Moitié
Capítulo 1 - Encontros
Draco seguia pelo átrio distraído, lendo os últimos relatórios que seu pai lhe passara. Seus passos ecoavam no chão de madeira, solitários. Já passara em muito o seu horário de expediente e o Ministério em si já estava bem mais vazio. Por isso, quando ouviu seus passos duplicados, deixou os olhos por um instante do papel a sua frente e os correu em busca de seu acompanhante.
O átrio estava vazio.
Suspirou, cansado, e guardou os papéis na pasta de couro que levava, voltando em direção ao elevador, irritado.
Quem o visse, apertando o botão com impaciência e consultando o relógio, chegaria facilmente à conclusão que o loiro esquecera algo importante e precisava voltar para buscar. As grades demoraram um momento a mais para se fechar e o lento caminhar da máquina parecia eterno. Mal a porta se abrira, Draco saltou para o andar em que trabalhava e correu em direção ao seu escritório.
O silêncio das folhas reviradas encobria os passos macios vindos pelo corredor. Ele tinha certeza. Empurrou devagar a porta para ver melhor o interior do escritório, procurando pelo loiro que sumira do seu campo de visão, entrando com cuidado.
Um puxão e o som alto da porta batendo às suas costas. Os olhos cinzentos o encarando com surpresa e irritação.
- Potter! Por que eu não adivinhei? O que você quer?
Harry puxou com força a capa do meio dos dedos do loiro dobrando-a sem jeito. Viera seguindo o outro durante toda a última semana e, agora que fora descoberto, de repente tudo o que vinha fazendo lhe soava meio óbvio.
- O que você está fazendo, Malfoy?
- Ao contrário do que você possa acreditar, Potter, não é só você que trabalha aqui. – Draco respondeu com impaciência, abrindo a porta em uma clara indicação para Harry sair.
- Até essa hora? – o moreno fechou a porta, demonstrando que a conversa não terminaria ali.
- Você não é meu superior, Potter, eu não te devo explicações. – Draco encarou a porta fechada e olhou de relance para Harry, indo à outra ponta do aposento para apanhar sua pasta – Como você pôde acompanhar claramente, eu já estava indo embora. Agora me dê licença que eu preciso trancar meu escritório.
Harry encostou-se à porta fechada, cruzando os braços contra o peito. Malfoy podia não lhe dever explicações, mas algo de errado estava acontecendo, e ele já passara por aquela situação antes para saber que recuar e deixar acontecer não era a melhor opção.
Mas não era exatamente aquela reação que ele esperava de Malfoy. Draco parecia acuado do outro lado da sala, olhando para ele não com raiva, mas como se considerasse... algo. Os olhos cinzas se fecharam com força, e só quando voltaram a encará-lo Harry conseguiu reconhecer algo do que esperava. Um gesto rápido e alguns poucos passos até ter a varinha que ele mesmo havia devolvido ao loiro há alguns meses pressionada contra seu peito, os rostos muito próximos.
- Sai da minha frente AGORA!
Raiva, sim, Harry esperava, mas não aquela atitude quase desesperada. Draco não tinha mais 12 anos, não podia simplesmente enfeitiçar Harry no ambiente de trabalho e esperar que nada acontecesse. O moreno o olhou preocupado e segurou firme sua mão, abaixando a varinha.
A mão tremia.
- Draco, eu não quero...
- NÃO ME TOCA! – o loiro puxou a mão, mas não se afastou de Harry, ao contrário.
Para absoluto assombro do moreno, ele pousou a testa contra seu ombro.
Harry sentiu sua respiração se alterar de forma imediata, seu corpo se retesou com o contato e suas mãos pairaram no ar, sem saber exatamente o que fazer. Draco virou o rosto e agora sua respiração batia contra o pescoço do outro, e Harry, pessoalmente, já estava se sentindo tonto com o calor do corpo tão próximo. Deixou suas costas pousarem contra a porta e fechou os olhos, as mãos caindo sobre as costas do loiro e seu cérebro tentando registrar aos poucos como ele podia se sentir confortável com aquilo.
- Draco... – Harry começou, confuso.
Mas não teve uma resposta. O loiro ergueu a cabeça, o olhando, e suas pupilas estavam tão dilatadas que quase não se via mais o cinza. E, no entanto, não havia mais raiva ou confusão. Só uma certa... aceitação, que disse a Harry que já não havia perguntas a serem feitas ou qualquer coisa a temer. Aquilo era certo, e sentir isso de forma tão intensa tirava todas as suas dúvidas.
Os lábios se tocaram de forma inconsciente, os olhos ainda abertos, se fitando, o toque era quase que conseqüência, o próximo passo. E Harry foi o primeiro a se debruçar, aprofundando o beijo, deixando que as línguas se tocassem, os dedos se embrenhassem no cabelo loiro, fino, puxando a cabeça do outro para mais perto da sua.
Draco suspirou em meio ao beijo, rompendo-o por poucos segundos só para morder o lábio de Harry antes de sua boca ser buscada novamente em um novo fôlego. Os dedos leves correram pelo peito do outro, amassando a camisa já suada do dia trabalhado, e pararam em sua cintura por alguns momentos, acariciando antes de puxá-la com ânsia para fora da calça, e em seguida para fora do corpo, querendo o toque real.
- Ah... Seu cheiro... – resmungou, mordiscando o pescoço do moreno, que fechou os olhos, aceitando o toque, as mãos procurando às cegas o mesmo tipo de contato com o loiro, até se decidir que a forma mais fácil era arrebentando os botões e puxando-o com força contra seu corpo.
Draco procurou apoio na porta quando Harry segurou com força o seu quadril, pressionando-o contra o próprio, as pernas entrelaçadas, bambas com a intensidade do contato, e ele permitiu que o moreno se virasse contra ele, invertendo as posições, os corpos tão juntos que pareciam que iam se fundir, a boca gemendo contra a outra.
Quando as mãos do loiro apertaram sua bunda com força, as de Harry usaram a mesma força para abrir sua calça, lhe dando acesso a um toque novo, que nunca imaginara que precisava tanto. Draco jogou a cabeça contra a porta, gemendo alto, e Harry mordeu seu pescoço enquanto o tocava com mais ênfase, suas próprias calças apertando demais, lhe indicando que logo aquilo também não seria o bastante.
Draco o empurrou e Harry choramingou, mas ao ver que o loiro chutava o resto de suas roupas para longe, tratou de fazer o mesmo. O moreno puxou o outro de volta contra seu corpo, agora totalmente nus, e Draco deu um impulso contra a porta, o envolvendo com as pernas enquanto voltava a beijá-lo. Harry o depositou em cima da mesa, jogando tudo o que havia no chão, antes de deitá-lo a sua frente, se posicionando entre suas pernas.
O grito alto do loiro não foi o suficiente para fazer Harry parar. As mãos apertando a ponto de machucar, a boca aberta, ofegando contra a sua, o quadril se movendo junto com o seu, o suor colando uma pele na outra, o cheiro que os envolvia, os sons. Tudo, naquele momento, fazia com que Harry Potter se encontrasse em algum ponto muito além da sua consciência.
Consciência esta que o abandonou completamente no instante em que as mãos de Draco agarraram a borda da mesa a ponto de ficarem brancos, e seu corpo arqueou contra a superfície, o obrigando a se apoiar nos braços, investindo mais fundo com o quadril, fazendo uma seqüência de palavras incoerentes deixar os lábios do loiro antes que desabasse sobre seu corpo.
Harry rolou para sobre a mesa, deixando o corpo do outro com um gemido. Sentia-se dormente demais para conseguir se sustentar. Todo o calor e as sensações que o inebriaram pareciam ainda correr por sua pele. Fechou os olhos por alguns segundos, tentando se concentrar em ritmar a respiração, e ouviu o outro se mexer ao seu lado.
As pernas de Draco ainda pendiam para fora da mesa e ele parecia buscar uma posição confortável entre gemidos. Parou, cobrindo o rosto com as mãos, e tentou se acalmar também. Mas quando suas mãos pousaram contra o peito, cansado, Harry se sentiu repentinamente preocupado, e todas as suas dúvidas – e muitas mais – o engolfaram ao mesmo tempo.
O olhar de Draco, sua expressão, todos os seus gestos eram simplesmente... tristes.
- Draco...
- Cala a boca, Potter. – o outro disse, simples, sem raiva, sem dor. Sem nada.
Se levantou, meio cambaleando, e começou a recolher suas roupas do chão. Harry o observou se vestir, tentando deixar as roupas na melhor condição possível. Cada gesto do loiro fazia com que algo amargo descesse devagar pela sua garganta. Quando Draco fez um meneio com a varinha, acomodando todas as outras coisas que eles haviam jogado pelo chão em um canto da mesa, o moreno se levantou e decidiu que o loiro não poderia simplesmente sair.
- Não faz isso, Potter. – Draco pediu quando Harry se colocou em seu caminho, afastando as mechas douradas dos seus olhos.
- O que aconteceu aqui, Draco?
- O que aconteceu? Ora, Potter, você não pode ser um bastardo tão insensível e burro assim. – Draco pontuava os xingamentos enfiando os papéis de volta em sua pasta. Quando estava pronto, se virou novamente para Harry, que bloqueava a porta, sério – Você podia ao menos ter a decência de se vestir.
O moreno passou as mãos nos cabelos, nervoso, e puxou uma cadeira, se atirando nela para levantar em seguida, ao ver o loiro abrir a porta.
- Então é assim, você simplesmente vai embora? – gritou, alterado.
- E não é isso que você sempre fez comigo, Potter? Me dando migalhas de sensações compradas e saindo em seguida para salvar o mundo?
- Mas do que... O que... Eu nunca te dei nada!
- Exato! – Draco bateu a porta com força, e Harry quase pôde respirar novamente vendo a raiva voltar naquele ato. Mas quando o loiro se debruçou sobre a mesa em sua direção, o ar ficou preso na garganta com a frase dele – O que aconteceu aqui é o que devia ter acontecido desde sempre. Nós que nunca permitimos.
oOo
Narcisa entrou na loja de vestes de Madame Malkin e encontrou o filho já vestido, sentado em uma cadeira próximo à saída, com certeza a esperando. Mas ele não a notou quando entrou, olhava para a vitrine, distraído, mergulhado nos próprios pensamentos.
- Draco? Terminou?
- Ah, já. Você demorou, mãe.
- O atendimento de Gringotes continua péssimo, você sabe. – ela sorriu, reduzindo as sacolas com os novos uniformes do filho e deixando para o elfo carregar, saindo para o Beco Diagonal segurando a mão pequena do garoto na sua.
- Mãe. – Draco chamou, ainda pensativo, esperando que Narcisa olhasse para ele antes de continuar – Encontrei ma moitié.
- Ah, é? – a mulher perguntou, se contendo para não rir.
- É. Ele é bonito, tem os olhos claros. Mas não sabe conversar direito. Você acha que o papai pode arrumar um casamento com a família de um garoto?
- Acho que sim. Mas você precisa esperar um pouco, meu querido.
- Um pouco quanto?
- Alguns anos. – Narcisa riu com a expressão desapontada do filho.
- Ele está indo para Hogwarts. Alguns anos não vão ser problema. Tenho certeza que vamos ser grandes amigos.
-:=:-
NA: Ta, essa fic é a maior prova de que TPM existe e faz mal à sanidade das pessoas. Outra fic como essa vcs só vão ganhar quando o Draco decidir casar comigo, ok?
Ela não pretende complexa ou longa ou inesquecível ou algo assim. É só... exageradamente doce para os meus padrões. – é, a crise já passou, não tem noção do quanto foi difícil escrever o último capítulo agora a pouco :roll eyes:
Espero que vocês apreciem e me dêem um retorno sobre o que acham disso tudo, claro. ^^
Beijos
NA2: Só pra constar os créditos: título, sinopse e bom senso são méritos da twin. Te amo, linda!