Capítulo 10 – Nós

O beijo deles agora se desenrolava com uma intimidade impressionante. As línguas de ambos se entrelaçavam, ora em uma, ora em outra boca. Após alguns instantes, o garoto interrompeu o beijo, movendo a cabeça para trás e abrindo os olhos. Agilmente, fazia os movimentos que queria que ela fizesse. Primeiro, moveu as mãos até os próprios ombros, pegando na blusa no local exato onde estavam às alças que prendiam o leque da garota às costas e com isso fez um movimento de abaixar com as mãos, fazendo com que o leque caísse no chão com um forte baque.

– Shikamaru! Seu idiota... Cuidado com meu leque! – ela disse irritadamente. Aquela situação só estava a cansando. Por que ele não podia simplesmente a soltar?

– Shh, problemática. É só eu deixar sua boca um minuto que já começa a xingar, que saco... – resmungou, não deixaria que ela desistisse do nada daquilo.

Ela sentiu o rosto corando com uma velocidade impressionante, como ele podia ser tão... Tão... Idiota? Mesmo assim, manteve-se em silêncio, porém com uma cara de quem ia matar o ninja assim que pudesse.

Ignorando a expressão assustadora da garota, ele prosseguiu o que fazia, tomando certa distância dela e colocando as mãos na ponta da blusa dele, puxou-a lentamente para cima, tentando não imaginar como seria a visão que teria dali a pouco. E, claro, não teve surpresa ao constatar que ambos estavam agora sem blusa, mas mesmo assim teve de parar alguns segundos para contemplar o corpo da jovem. Essa estava iluminada apenas pela fraca luz da lua, vinda da janela. Por isso, ela parecia exibir um brilho próprio, que o hipnotizava. As curvas da cintura dela eram delicadas, perfeitas. Subiu o olhar, os seios firmes dela, ainda cobertos pelo sutiã lilás, emitiam igual brilho. Demorou-se neles, e depois subiu para o rosto da garota, que estava tingido de um suave vermelho. Os olhos sombreados pela franja da kunoichi, emitiam um brilho vivo, curioso e determinado. Um vento frio entrou pela janela do quarto, fazendo com que ambos se arrepiassem. Shikamaru queria logo a tocar, portanto resolveu acelerar o ritmo das coisas.

A ninja se sentia um pouco envergonhada, não por estar quase nua na frente dele, já fizera aquilo anteriormente, mas sim pelo olhar fixo que lhe era dirigido. Resolveu esquecer a vergonha e fitar o corpo dele, afinal, estava curiosa para ver como ele estaria sem a regata verde. Mordeu de leve o lábio inferior ao constatar a figura do garoto parcialmente despido. O abdome dele, um tanto definido, porém não forte demais, brilhava com aquela luz prateada, assim como os braços do mesmo. Seu rosto estava quase escondido em sombras, pois o cabelo lhe caía suavemente nos contornos do mesmo, porém seus pequenos olhos castanhos tinham um brilho intenso, astutos e se dirigiam exatamente para os olhos esverdeados da garota.

Um pequeno sorriso pareceu brincar nos lábios do controlador das sombras quando os olhares dos dois se cruzaram, não imaginava que sentiria uma motivação tão grande para fazer alguma coisa quanto sentia agora. Apesar de tudo, seus movimentos ainda eram lentos demais para Temari, mas essa não iria dizer nada, o silêncio entre eles parecia de vital importância para aquele momento. Foi então que ela sentiu suas mãos se moverem novamente, contra sua vontade, até sua saia. Abaixou-a lentamente, ainda sendo guiada pelos movimentos do ninja, e viu que ele obviamente fazia o mesmo, porém com o short preto que usava.

Agora, podia ver as coxas fortes do rapaz e a cueca larga, essa era também num tom esverdeado, com pequenas nuvens nela. A garota reprimiu o riso, ao ver uma peça íntima tão infantil nele, e voltou a olhá-lo nos olhos. Porém os olhos dele não estavam voltados para o rosto dela e sim para as coxas da garota, parte que sempre o atraía muito. Ela quase pigarreou, mas pensou melhor... Por que interromper agora? No fim, não podia se mover mesmo...

Ele olhava, paralisado, para a parte inferior do corpo dela. Como podia ser tão perfeita? As coxas, roliças e fortes, em sua luminescência... O conjunto, a ninja toda parecia ser algo artístico, feito com o propósito de provocar a mente dele. Sentiu uma espécie de formigamento subir por seu corpo, trazendo com ele um calor grande. Mas, mesmo assim, o habitante de Konoha se mantinha calmo. Já era seguro soltar a garota agora? Era melhor, já tinha gasto chakra o suficiente com aquilo. Cancelando o jutsu, ela finalmente pôde se mover, o que fez com que a mesma sorrisse para o estrategista.

Deu dois passos para frente, ficando muito próxima ao gênio, fitando-o diretamente nos olhos castanhos. Finalmente... Finalmente poderia o tocar de novo, sentir o toque da pele dele contra a dela. Os dedos da mão direita dela foram até o braço do garoto, deslizando por toda a extensão, até encontrar a mão do mesmo e a apertar com suavidade. Já a mão esquerda designou-se a tocar o peito dele, descendo com suavidade até o abdome, decorando as formas deste. Sentiu a pele sob seus dedos se arrepiar e o seu sorriso se ampliou.

Para sua surpresa, porém, sentiu uma mão forte puxar sua cintura de encontro ao corpo de seu parceiro, fazendo com que os corpos agora estivessem colados um no outro. As poucas peças de roupa que utilizavam era o que os separavam agora e logo seriam retiradas. O desejo parecia emanar dos dois corpos, iriam terminar o que já haviam começado. Ansiedade, medo... Tudo aquilo fora deixado para trás, apenas para que se pudesse confiar um no outro.

Os lábios de Shikamaru se dirigiram até o pescoço da garota, beijando o local e descendo por toda a extensão, variando entre chupadas, lambidas e suaves mordidas. Ele deixava um rastro de saliva e marcas avermelhadas por onde passava, retirando alguns suspiros dos lábios da jounin, os quais apenas lhe davam estímulo para prosseguir.

Chegou até a junção entre o pescoço e o ombro direito dela, ali dando uma breve mordida, fazendo com que a garota em seus braços estremecesse. Ele riu-se, era delicioso fazer com que a mesma tivesse de largar sua pose arrogante de sempre. Repentinamente, teve uma idéia astuciosa. Será que ela o impediria? Duvidava. Logo, o ninja foi prosseguindo as carícias até chegar aos seios dela, cobrindo-os com beijos, ainda por cima do tecido. Parou ali, indo de encontro à cama do quarto da hospedaria, enquanto retirava habilmente o sutiã dela, tendo nisto ajuda da jovem. Empurrou-a com suavidade sobre o móvel, ficando sobre a garota. Jogou a peça íntima para um lado e colocou ambas as mãos aos lados do corpo dela, fazendo com que a mesma ficasse presa a ele e manteve os joelhos também nas laterais da jounnin. Agora pôde, novamente, descer os beijos até os belos seios dela, sugando-lhe os mamilos com intensidade.

Temari tinha a respiração mais acelerada e soltava baixos ruídos, não acreditando nos movimentos que seu amado executava. Fechou seus olhos de coloração semelhante à de uma esmeralda. Mas aquela passividade não combinava com ela, e logo a comandante se pôs a explorar o corpo dele, passando as pontas dos dedos desde a cintura até a nuca do preguiçoso, demorando-se no local. Porém, novos arrepios se fizeram presentes quando ele agora descia lambendo pela barriga da garota, fazendo com que uma espécie de onde elétrica passasse pelo corpo desta. Finalmente, o pupilo de Asuma chegou até a calcinha da kunoichi, retirando-a sem dificuldade e jogando-a no mesmo canto que o sutiã fora jogado. Mas neste momento, o rapaz parou por alguns segundos. Barulhos, semelhantes a gemidos, vieram do quarto ao lado. Shikamaru e Temari sorriram, o Kazekage realmente não era inocente como todos pensavam. Ao perceber isso, deram-se conta de que eles próprios estavam a fazer o mesmo. Novas ondas de calor passaram por eles, a excitação de ambos era nítida agora.

O astuto shinobi evitou olhar para o sexo da irmã do Kazekage, para não a deixar constrangida, porém, abaixou todo o corpo, ficando diretamente contra ela. Seu membro, já rígido, pressionava-se contra a cueca que usava, sentindo o contado úmido com a intimidade dela. Fechou os olhos, aquele contato era provocador para ele. Mas não teve muito tempo para sentir aquilo, pois a arrogante ninja descera as mãos até a última peça de roupa que ele usava. Retirou-a lentamente, com ajuda dele, até que a roupa caísse no chão. Algo raspou contra a panturrilha do chunnin, áspera. Notou que não havia retirado à rede que ela usava nesta mesma parte do corpo. Pegou com firmeza na coxa da garota, descendo a mão até a área da rede e retirou-a, os sapatos da jovem tinham ficado no chão, quando ele a empurrara até a cama.

Agora estavam completamente nus, um sentindo o corpo do outro, num contato enlouquecedor. A respiração de ambos estava falhada e Shikamaru sentiu algo molhado e quente tocar seu pescoço.

Temari tinha levado sua boca até o pescoço do garoto, ali deslizando sua língua e provocando arrepios no mesmo. Ela também arranhava suavemente as costas dele, sem o machucar. Apesar de estar gostando dos toques dela, ele se retirou de cima da ninja, ficando ajoelhado na cama. Tendo agora uma visão de cima, do corpo todo dela, sentiu-se mais acordado do que jamais se sentira. Antes que ele pudesse continuar, porém, ela levantou a parte superior do corpo, sentando-se na cama e apoiando-se com uma das mãos no colchão. Com a mão restante, ela envolveu o membro do garoto, recebendo em troca uma exclamação de prazer vinda dele. Aquilo fez com que a jounnin mordesse o próprio lábio inferior, embora estivesse nervosa, queria aprofundar o toque entre eles. Moveu a mão, trêmula, de cima para baixo uma vez, para depois passar o dedo suavemente sobre a glande do garoto, que soltava breves suspiros. Repetiu os movimentos anteriores algumas vezes, fazendo com que o ninja soltasse alguns baixos gemidos. Enquanto a garota agia, Shikamaru levou as mãos, com destreza, até os seios da garota, os quais apertou com intensidade, pressionando os mamilos dentre seus dedos.

Foi interrompida, porém, quando as mãos dele se retiraram de seus seios e uma delas pegou em seu pulso com firmeza, retirando sua mão do órgão do shinobi. Ele a empurrou novamente, fazendo com que se deitasse e, ofegante, dirigiu-se até o sexo dela, introduzindo um dedo neste, lentamente. Lembrava-se de algumas dicas que recebera de seu sensei, quando tiveram uma conversa sobre aquilo. Embora tivesse relutado a ouvir, achando um saco, ele se recordava de Asuma dizendo algo sobre penetrar primeiro alguns dedos, para não machucar uma garota que fosse virgem assim como ele. Portanto, prosseguiu, movimentando o dedo lentamente após o penetrar por completo na garota. O mesmo processo foi repetido com mais dois dedos, lubrificados naturalmente pela umidade da jounnin. Ela, por sua vez, soltava alguns gemidos mais altos que os anteriores, ele conseguia a fazer enlouquecer. Shikamaru encontrava dificuldades para se controlar ao ter a visão da garota gemendo para ele e sentindo o quanto ela era quente por dentro. Mas iria com calma, pois aquele era seu jeito.

Tirando seus dedos dela, agora melados pelo líquido que vinha da ninja, e preparou-se para o que mais esperara até ali. Com dificuldade, pôs-se entre as pernas da kunoichi, segurando-lhe as coxas e começou a introduzir seu membro nela, soltando alguns gemidos quando se sentiu apertado pelo corpo desta. A garota, por sua vez, segurava firmemente o lençol da cama, com os olhos bem fechados. Sentia certa dor, mas nada que fosse insuportável, mesmo porque o garoto havia sido carinhoso. Agora, ele voltava a lamber os mamilos da jovem, em movimentos circulares enquanto prosseguia com a penetração. Quando finalmente se pôs dentro dela, aguardou até que a garota se acostumasse com a sensação para começar a mover-se contra ela, de maneira lenta a princípio. Temari sentia, aos poucos, a dor ser substituída por prazer e começou a mover-se junto a ele.

Logo, ambos mantinham um ritmo compassado, indo cada vez mais rápido. Agora, nem ao menos ouviam os barulhos vindos do quarto ao lado, por eles próprios estarem produzindo barulhos iguais ou até mais intensos. Ela agarrava-se aos ombros do garoto, aumentando a velocidade cada vez mais até fazer certa pressão sobre ele, rolando na cama, ela ficou por cima. Por sua vez, apoiou as mãos aos lados dele, ficando quase suspensa e agora indo com maior velocidade que conseguia. Ele segurava na cintura dela, ajudando nos movimentos e demonstrando que não agüentaria muito mais.

– Te... Temari! – sua voz saiu fraca e rouca, em tom de aviso. A sensação de estar dentro da garota, somando-se aos movimentos dela, estavam tirando sua sanidade.

Ouvir a voz do garoto sair daquela maneira, fez com que ela estremecesse. Logo chegaria ao seu limite, aquela era a primeira vez dos dois e saia um tanto prazerosa para ambos. Com um último forte movimento, retirou-o de si e no momento exato o garoto chegou ao seu ápice, assim como ela.

Ofegantes, suados e cansados, eles se deitaram um ao lado do outro. A noite havia sido exaustiva e a lua se mantinha alta e soberana no céu. Um filete de sangue escorrera de Temari, mas ela só iria perceber no dia seguinte. Ela foi abraçada por ele, que a puxou contra si. A respiração dele estava lenta agora, os batimentos cardíacos de ambos finalmente desaceleravam. Num sussurro baixo, dito contra o peito do ninja, ela disse:

– Como eu posso te amar, idiota? – ela sorriu, com os olhos quase fechados.

– E eu? Como posso amar uma problemática como você? – Shikamaru se esforçava para falar, o cansaço tomava conta de seu corpo.

– Não sei, mas veremos o que o amanhã guarda para nós... – referia-se, obviamente, ao que seria o relacionamento dos dois depois daqueles dias passados lá.

– Eu te amo... Problemática. – ele murmurou quase adormecido.

– Eu te amo... Idiota... – respondeu ela, no mesmo estado de sonolência.

Logo, ambos adormeceram, nos braços um do outro. Era verdade que não sabiam o que o amanhã reservava pra eles, mas o que importava agora não era a distância entre as Vilas ou suas famílias, mas sim, que se amavam e tinham esperança de que aquele sentimento os fizesse passar por cima de todas as dificuldades.

Epílogo–

Temari estava parada, sentindo o vento contra o rosto, agitando-lhe o cabelo. Olhava fixamente para frente, em direção ao grande Deserto de Suna, onde dois vultos sumiam na imensidão.

"Ele se foi...".

O pensamento pareceu ecoar em sua cabeça, enquanto seus olhos lacrimejavam, mas ela não deixou que as lágrimas saíssem. Ele se fora, de volta para Konoha, e ela não fazia idéia de quando se veriam novamente. Fragmentos de memórias vinham à sua mente, relembrando o que havia se passado naquela manhã. Eles acordaram, trocaram algumas carícias e provocações, colocaram suas roupas e foram até o Kazekage, que deu permissão para ela o acompanhar até a fenda que dava acesso à Vila. Ao que parecia, Gaara finalmente tinha aceitado a relação dos dois, não que gostasse muito. E havia certa cumplicidade entre os dois em relação a relacionamentos, pois o ruivo também tinha aproveitado a última noite de "sua loira" na Vila. Sentia-se vazia, com medo do que aconteceria. Balançou a cabeça. O que era aquilo? Sabia que ele a amava, e aquilo bastava por hora. Poderia viajar para Konoha quando tivesse tempo ou mesmo em uma missão. Mesmo assim, a dor não passava. Logo agora, que estavam juntos, tiveram de se separar...

Foi aí que a garota sentiu uma leve mão tocar seu ombro e ela se virou, assustada. Gaara estava atrás dela, com uma expressão indecifrável.

– Eles se foram... – ele começou.

– Sim... E... Gaara... – foi tomada de repentina dúvida – Como vocês se apaixonaram?

O Kazekage ponderou a pergunta durante alguns segundos, relembrando-se do dia em que havia sentido seu coração acelerar pela garota.

– Bem, eu estava trabalhando no escritório e ela entrou... Tem um forte cheiro de flores... – parou alguns segundos, supostamente se lembrando do mencionado – Enfim, ela me chamou para sair, disse que eu precisava relaxar e essas bobeiras. Não aceitou um não, ela é irritantemente barulhenta e persistente... E aí, bem, fomos nos conhecendo melhor e eu acabei me apaixonando.

Surpreendeu-se com a longa resposta do irmão, nunca o vira falar tanto sobre algo que não fossem negócios de Kazekage. Sorriu, ela fazia bem ao seu irmão, no fim... Seria melhor para eles. Ela também, sentia-se mudada, mais tranqüila. Era verdade então, o que diziam sobre opostos? Eles se equilibravam de uma maneira única. Ela era como o vento e ele como as nuvens.

"E o vento move as nuvens...".

– Heh, foi pego então? Já eu, acho que gostava dele fazia um tempo... Aquele idiota. – quase resmungou, fazendo com que o irmão levantasse as não existentes sobrancelhas.

– Entendo... – dito isso, calou-se.

Ficaram certo tempo contemplando o Deserto e sua imponência, com os pensamentos divagando. O Sol se punha, fazendo a areia brilhar como ouro e o céu assumir tons alaranjados e avermelhados. Quando finalmente escureceu, os dois irmãos, num silencioso consentimento, voltaram para casa, com a certeza de que não seria fácil, mas poderiam continuar seus relacionamentos se tivessem suficiente força. Mas tinham fé, pois a força deles era grande como o Deserto.

The End ii.

Da parte 1 o/! Bem, meus caros, esta foi a primeira parte da fic. Logo postarei a segunda, procurem por ela, sim ii? O nome será "And now, Troublesome?" ou em português: "E agora, Problemática?", que contará a estória de Temari indo a Konoha e passando um tempo lá e incluirá mais casais.

Quanto ao hentai, espero que tenham achado bom, pois deu trabalho para escrever xD! Ocasionais falhas devem ser apontadas, mas perdoadas, heh.

E o epílogo foi um trecho curtinho, apenas para dar um "gancho" para a continuação. Espero que tenham igualmente gostado dele.

Bem, reviews, sim '0'? E obrigada aos que já comentaram aqui!

Enjoy!

See ya', as soon as possible.