Disclaimer: Ghost Hunt não é meu, e se fosse eu o faria exatamente como é!
FILE #1
Pulsos Cortados
- Sim. Entendo. Bou-san já tentou fazer o exorcismo?
Mai tentou colocar a expressão mais profissional que tinha no rosto, enquanto servia o chá. Não queria que Naru achasse que ela estava bisbilhotando ou coisa do gênero – algo que ele certamente jogaria na cara dela sem nem piscar. No entanto, estava mais do que curiosa para saber o teor daquela conversa e, por isso, estava demorando mais do que o normal para encher a xícara com o líquido fumegante. Kazuya, entretido com o telefone, nem sequer ergueu o olhar para reconhecer sua presença.
Não que Mai já não estivesse acostumada com aquela atitude indiferente do patrão do Instituto de Pesquisa Psíquica Shibuya (mais conhecido como "Shibuya Psychic Research" ou SPR, mas Mai não era muito boa em Inglês e preferia a versão japonesa do nome; se é que era esse mesmo o nome). Muito pelo contrário – a "secretária" já estava mais do que escolada em todas as nuances da personalidade de seu chefe. Saberia definir como estava o humor dele escutando apenas seu tom de voz.
O problema era que estava tendo que agüentar, sozinha, todo o enorme ego de Naru durante aquela longa semana. Lin e o quarteto "mão-de-obra terceirizada" do SPR estavam em Hokkaido há mais ou menos seis dias, investigando um caso sinistro de mulheres jovens mortas com os pulsos cortados, sem qualquer motivo aparente.
Havia um limite de paciência para lidar com uma pessoa arrogante, e Mai estava quase atingindo o dela.
- Você disse que existem árvores sagradas no templo. Matsusaki-san é muito eficiente sob estas condições. – Kazuya continuou, após uma longa pausa. – Então ela já... Entendo.
No momento, Naru estava falando com Lin pelo telefone, recebendo o relatório diário do progresso nesse caso. Aparentemente, as coisas não estavam indo muito bem. Mai não poderia ter certeza, porque Naru não comentava nada com ela, que precisava se virar com o pouco de informação captada aqui e ali para entender o que estava acontecendo.
A menina estava ficando louca e precisava urgentemente socializar com o restante do grupo. Por mais que gostasse de Naru – e ela gostava bastante dele – uma semana de convivência ininterrupta com um narcisista convicto era mais do que sua pobre e atormentada auto-estima poderia suportar. Estava se esforçando ao máximo para não discutir com ele, porque acabaria dizendo alguma coisa que: 1. Acabaria deixando-a mortificada e embaraçada por meses a fio; ou, pior ainda: 2. Tiraria Naru do sério.
Por isso, tentou ser prestativa e conseguiu brigar apenas por coisas insignificantes como quem iria passar o aspirador de pó no carpete e porque não podiam comprar um pote de biscoitos para deixar na sala de espera.
- Concordo. Se fosse isso, já teríamos resolvido o caso. – a conversa prosseguiu. Kazuya passou longos minutos em silêncio, escutando, e Mai não conseguiu mais enrolar com o chá. Suspirando, equilibrou o bule ainda cheio na bandeja e começou a sair.
Antes que tivesse dado três passos para virar em direção à pota, Naru ergueu os olhos para ela. Mesmo já tendo estado na companhia dele por tempo suficiente, Mai achava que nunca seria imune aqueles olhos tão... Incisivos? Quase não se recuperou a tempo para notar o movimento sutil que ele fizera com a mão, indicando a ela que ficasse.
E quase não conseguiu ficar surpresa com o fato.
- Creio que nós teremos que ir também. Hara-san confirmou que a concentração é no templo? – ele falou, finalmente, e depois tomou um longo gole da xícara. Mai soltou a respiração que estivera prendendo, sem perceber, desde que ele a chamara. – Sim. Não adianta nada sabermos onde o corpo astral está se não podemos tirá-lo de lá. Deixe que Brown-san tente, mas não acho que vá dar certo. Se o espírito começar a apresentar sinais de violência, parem. Estaremos aí amanhã.
Enquanto Naru encostava o telefone no gancho e encostava o queixo nas mãos cruzadas, Mai encarava o chefe com olhos confusos.
- Suas provas já terminaram, Mai? – ele perguntou, calmamente.
Mai demorou para responder.
- H-Hai! – gaguejou, incerta.
- Ótimo. Arrume as malas. Amanhã nós vamos viajar para Hokkaido.
Quase engasgando com a própria saliva, Mai arregalou os olhos e abraçou a bandeja.
- Ho-Hokkaido? Naru, você não disse que eu não iria participar dessa...
- Eu disse que não haveria necessidade. Isso acaba de mudar. Então, faça as malas, e não se esqueça de colocar os documentos.
Estupefata, Mai piscou algumas vezes. Nunca tinha viajado muito longe de Tokyo, nem mesmo a trabalho pelo SPR. Tendo vivido sozinha desde que sua mãe morrera, não tinha guardião legal e nem família. Era "responsabilidade" da instituição filantrópica que fundara a escola onde estudava. Nem mesmo passaporte tinha e, pelo que lembrava, precisava de um para poder sair de uma ilha para outra.
- Mas, Naru! Eu não tenho passaporte! – ela exclamou, preocupada. Será que dessa vez teria que ficar para trás?
Kazuya suspirou quase imperceptivelmente. Abriu a gaveta e tirou dela um envelope pardo. Deu a volta na escrivaninha e parou em frente à menina. Pegou o bule da mão dela e colocou o envelope no lugar. Mai encarou o pacote com estranhamento.
- Desde que você veio trabalhar aqui, tenho imaginado uma situação como essa. Já tomei as devidas providências. – ele falou, indiferente, e virou-se para tornar a encher o xícara com o bule.
- Providências...? – Mai questionou, mais confusa ainda.
Tornando a virar para ela, Kazuya observou-a por cima da borda da xícara. Mai tornou a sentir aquela mistura de frio e ansiedade que contraia suas entranhas quando ele a encarava daquela forma.
- Eu entrei com um pedido judicial para ser o seu guardião legal.
Mai derrubou a bandeja e o envelope lacrado no chão.
- Ahn?
- Quer dizer que, além de ter o raciocínio lento, você está ficando surda? – ele comentou, casualmente, antes de tomar mais um gole de chá.
- Você não me falou nada a respeito disso! – Mai falou, com uma nota de indignação na voz. Afinal, ela era a maior interessada ali, não era? – Eu tinha o direito de saber se você planejava fazer uma coisa dessas!
Naru tornou a contornar a mesa e sentou-se atrás do computador, aparentemente desinteressado na discussão.
- Se você não quiser, é só não assinar o documento. – ele falou, indiferente, e começou a digitar.
Incrédula, Mai se abaixou para pegar a bandeja e o envelope. Ali, sentada sobre os joelhos, rasgou a borda do pacote pardo e tirou os documentos de dentro. Apesar de não ter nenhuma experiência com o jargão judicial, entendeu mais ou menos o que aquilo dizia. Basicamente, Naru seria seu responsável legal, como um tutor, até ela atingir a maioridade.
Mai sabia que deveria estar zangada por ele não ter perguntado sua opinião naquilo tudo. Provavelmente deveria rasgar aqueles papéis na frente dele. Mas não conseguiu nem mesmo se sentir ofendida. Não, estava simplesmente emocionada – porque ninguém nunca havia se oferecido para ser responsável por ela, desde que seus pais haviam morrido. Mesmo o professor que cuidara dele por dois anos o fizera por obrigação civil, e não como voluntário.
Concentrou-se para evitar as lágrimas e só se levantou quando soube que não iria agir como uma tola sentimental na frente dele. Colocou a bandeja na mesa e ergueu os olhos para o rosto sem expressão de Kazuya.
- Onde eu assino? – perguntou, orgulhosa de sua voz firme.
O rosto bonito e pálido de Naru virou lentamente para ela depois que seus dedos terminaram de digitar qualquer coisa. Mai notou que ele quase sorriu ao lhe emprestar uma caneta e apontar para a linha no fim do papel. Mai assinou sem hesitar, tirando seu carimbo pessoal do bolso para abri-lo e pressioná-lo sobre os símbolos que havia escrito. Lamentou ter borrado o kanji de seu nome com as mãos trêmulas.
- Err... Naru? – ela falou, depois de um momento de silêncio um tanto quanto embaraçoso. – Como você pode ser responsável por mim se você, bem, acabou de completar dezoito anos?
Erguendo uma sobrancelha elegante, Naru tornou a virar para o computador.
- Eu fui emancipado aos dezesseis anos. E embora maioridade japonesa seja aos vinte anos, na Inglaterra eu já sou maior de idade. – ele respondeu, simplesmente, com o tom de voz final que usava para encerrar um assunto.
Mai sorriu, pegou o bule e a bandeja e virou para sair, deixando os papéis assinados em cima da mesa.
- Não se esqueça de colocar casacos e cachecóis. Está nevando em Yukihime. – ela ouviu, antes de fechar a porta.
O aeroporto era imenso. Mesmo ainda sendo muito cedo, havia centenas de pessoas nos saguões, chegando e saindo, apressadas. Podia ver quase todas as nacionalidades, faixas etárias e etnias carregando malas e sacolas, alheios a tudo ao seu redor. Por um momento, Mai ficou preocupada em não encontrar Naru no meio de toda aquela gente, até que dedos frios apertaram seu pulso e começaram a puxá-la.
Qualquer outra pessoa teria ficado assustada. Mai apenas seguiu sem resistência.
- Eu disse para você me encontrar no portão nove, Mai. – Kazuya falou, atravessando a multidão fluidamente. As pessoas não esbarravam nele, mas quase atropelavam Mai.
Claro que ela ficou irritada com o fato.
- E eu disse que nunca entrei num aeroporto na minha vida. Já foi difícil chegar aqui de trem—Ai! – ela sussurrou uma imprecação, quando um senhor particularmente robusto pisou no seu pé. – Se você tivesse me dado a passagem ontem, eu saberia aonde ir.
Ele continuou andando como se não houvesse nenhum obstáculo pela frente. Quando um grupo mais de quarenta turistas passou por eles, Mai teve que se esforçar para acompanhar o passo dele enquanto mantinha todas as peças de roupa consigo e tentava continuar com a maioria dos membros do corpo em seus devidos lugares. Às suas costas, as malas estavam quase caindo do carrinho.
- Se eu tivesse lhe dado a passagem, você a teria perdido. – foi a réplica.
- Ora, seu—
- Chegamos. – ele interrompeu, ignorando os olhos que lançavam adagas às suas costas e soltando o pulso dela. – Coloque suas malas ali. – apontou para uma esteira.
Contando até dez para controlar a raiva, Mai começou a colocar as malas na esteira, resmungando o tempo inteiro. Depois, marchou até a fileira de cadeiras de plástico onde Naru estava elegantemente sentado e se jogou no assento ao lado dele.
Passaram-se dez minutos, nos quais Naru leu algumas páginas de um livro intitulado "Miko: Lenda e Realidade" e Mai remoeu sua raiva de braços cruzados, escorregando na cadeira. Ela falou primeiro, desistindo de tentar ignorar alguém que não estava se importando com o tratamento. Era como tentar acender uma fogueira com lenha molhada.
- Então, Naru, não vai me contar o que está acontecendo? – começou a menina, trançando as franjas de lã do cachecol, frustrada. – Você me deixou no escuro desde que esse caso começou.
- Você estava estudando para as provas. – ele respondeu, sem tirar os olhos do livro.
Mai arregalou os olhos. Ele estava preocupado com o desempenho dela nas provas?
- Não conseguiria se dedicar ao trabalho, e só diminuiria a produtividade do grupo.
O sentimento quente que preenchera o peito dela segundos antes se dissipou como espuma.
- Já que estou aqui e certamente preciso me dedicar ao trabalho – Mai sibilou, contendo a irritação para não começar outra discussão. – você pode pelo menos me pôr a par da situação?
Naru virou a página do livro antes de responder.
- O que você sabe? – perguntou, ainda entretido com o livro.
- Não muito. Só que uma cidadezinha de Hokkaido está experimentando um fenômeno paranormal que resulta nas mortes de mulheres jovens. Pulsos cortados. E – Mai olhou de esguelha para o chefe. – parece que nem Ayako nem Bou-san conseguiram exorcizar quem quer que seja o responsável por isso.
Marcando a página com as passagens do vôo, Kazuya fechou o livro e virou a cabeça para encará-la.
- Não é muito boa em colher informação. – ele comentou. Antes que ela pudesse responder, continuou. – Apesar de ter compreendido o básico. O nome da cidade é Yukihime. Era um pequeno vilarejo até algumas décadas atrás, mas cresceu bastante depois que uma das famílias nativas criou uma empresa de chá. Os casos de assassinato não são recentes – vêm acontecendo a pelo menos trezentos anos.
Mai cobriu a boca com as mãos.
- Tre-trezentos anos?
- Sim. – Kazuya apoiou o queixo na mão e continuou. – E não são vítimas aleatórias. São mulheres jovens, bastante jovens, e noivas.
- Noivas? Como assim? – Mai interrompeu.
Kazuya volveu os olhos para sua assistente daquela forma arrogante que ela conhecia tão bem.
- Creio que uma "noiva" é uma mulher que firmou um compromisso de casamento com o parceiro.
Rolando os olhos, Mai contraiu os lábios numa linha bem fina.
- Não foi isso que eu quis dizer, Naru.
- Se não tiver nada de produtivo para acrescentar à conversa, não fale. – antes que Mai tomasse alguma atitude violenta, Naru prosseguiu. – Quero dizer que todas tinham um compromisso com alguém. O interessante é que, nem todas as noivas da cidade sofrem essa maldição. Não há um padrão exato.
- Lin já descobriu a motivação? – Mai questionou, intrigada.
- Não. É por isso que nós estamos indo. Nesses casos, sua intuição é muito mais útil do que a sensibilidade de Hara-san.
Aquela declaração final foi o suficiente para alavancar o humor de Mai pelo resto do dia. Era quase como conseguir um elogio de Naru – saber que era útil para ele.
- Hara-san descobriu o foco de tudo, mas a informação não influiu em nada a resolução do caso. Takigawa-san e Matsusaki-san já tentaram purificar o templo da Família Morinozuka, e não obtiveram sucesso. Ontem foi encontrada mais uma vítima. – ignorando a exclamação horrorizada de Mai, Kazuya prosseguiu. – Elas são deixadas no altar do templo, com os pulsos cortados. Todas tinham marcas nos braços e pernas, indicando que foram amarradas, mas nunca encontraram cordas ou pedaços de pano que possam ter feito aquilo. A polícia classifica como suicídio e arquiva o caso.
- Mesmo assim, John vai fazer o exorcismo hoje? – ela falou, lentamente. – Mesmo Bou-san e Ayako-san tendo falhado?
Naru tornou a pegar o livro e abriu na página marcada.
- Sim. Exorcismo católico é sempre mais concentrado, então, esperamos que ele purifique pelo menos o espírito mais poderoso.
Agarrando o próprio cachecol de lã com força, Mai virou completamente para Naru.
- São mais de um?
- Sim. Todas mulheres jovens, provavelmente as antigas vítimas. – Naru ignorou novamente o gemido abafado de Mai. – Dentre elas, existe uma que é a mais poderosa e rancorosa. Hara-san diz que ela tem, no mínimo, duzentos anos. Provavelmente usava ESP ou PK quando ainda vivia.
Lendo novamente a capa do livro, Mai franziu o cenho, concentrada.
- E você acha que ela é, quero dizer, era uma miko?
Ele acenou com a cabeça, afirmativamente, e levantou, guardando o livro no bolso do sobretudo.
- Matsusaki-san pensa o mesmo. Ela parece estar repetindo algum tipo de ritual. O porquê de matar sempre mulheres prestes a casar... Não há nenhum registro escrito que ajude a justificar isso. É o que espero descobrir com a sua ajuda.
Quase sorrindo com a súbita satisfação em ser necessária, Mai começou a seguir Kazuya em direção ao portão de embarque.
- Não é nada como aquele caso do Urado, é? – ela perguntou, ansiosa. Nunca tinha sentido tanto medo na vida, como naqueles dias. Conteve um calafrio.
- Hara-san diz que o rancor e o ódio desse espírito são absolutamente palpáveis. Se há uma motivação, há como resolver.
Depois disso, os dois se calaram e andaram lado a lado até a escada do avião. O vento na pista estava forte o bastante para dificultar a caminhada de Mai, que se desequilibrou várias vezes. Kazuya enrolou o cachecol dela na mão até alcançarem o interior do avião e sentarem em seus respectivos lugares, impedindo (de certa forma) que ela caísse durante o percurso. Corada, ela agradeceu depois que ele a soltou e olhou para a janela.
Incapaz de relaxar em sua primeira viagem de avião, Mai observou tudo ao seu redor, dos passageiros às aeromoças prestativas. Foi com certa apreensão que assistiu o comissário de bordo explicar onde ficavam as saídas de emergência e como proceder no caso de turbulência.
Certo, aquela introdução ao mundo da aviação não era nada encorajadora.
- Está nervosa?
Mai virou para Naru com um sorriso sem graça no rosto.
- Ahn, eu? Haha, 'magina, Naru! – Mai respondeu, apertando uma mão na outra. Continuou a rir estranhamente.
Naru suspirou algo que parecia uma risada, levantou de sua poltrona e puxou-a para cima pelo cachecol.
- Sente na janela. Vai se sentir melhor. – ele explicou, enquanto empurrava-a para o assento onde estivera sentado e tomava o lugar dela.
Mai obedeceu, mas não sentiu diferença nenhuma. Ainda estava numa caixa metálica de sabe-se lá quantas toneladas que supostamente deveria deslizar a vários e vários quilômetros de altura até Hokkaido.
Ainda estava se sentindo um tanto alarmada quando o piloto anunciou o começo do vôo e o comissário pediu para que todos colocassem os cintos. Quase não conseguiu acertar o fecho do seu e, assim que a decolagem começou, sentiu a respiração acelerar.
Um tablete de chiclete apareceu diante de seus olhos, segurado por uma mão pálida.
- A pressão vai começar a mudar. Seria bom você estar mascando isso para não machucar os ouvidos. – ouviu a explicação calma de Naru e pegou o doce letargicamente. – E respire normalmente, senão vai hiperventilar o cérebro e desmaiar.
Cada mordida na massa emborrachada perecia durar uma eternidade. A menina fixou o olhar na poltrona da frente e tentou se desligar do resto do mundo.
Depois do que pareceram horas, ouviu a voz calma e contida dele.
- Mai.
Olhou para o lado, estranhamente tranqüila. A voz dele parecia estar mais perto do que todos os outros ruídos que a cercavam, inclusive sua própria respiração.
- Olhe pela janela.
Mai virou para a direita, sem nem mesmo pensar. Logo abaixo, debaixo das nuvens, estava Tokyo, ainda colorida no fim da noite, cheia de prédios e ruas, e luzes.
Parecia que o céu estava lá em baixo, não em cima.
- Que bonito...
Esquecida do medo e do nervosismo, Mai falhou em assistir os lábios de Kazuya contraírem num pequeno sorriso.
FILE #1
Closed
N/A: Fic nova, anime novo! #olhos girando# Não conseguiria fazer mais nada enquanto não escrevesse alguma coisa de Ghost Hunt! Espero que gostem – não vai ser muito grande, não, acho que não passa de dez capítulos.
No próximo capítulo eu vou abordar um pouco (bem pouco) algumas coisas que só aconteceram no mangá e na série escrita – envolvendo Oliver e Eugene Davis. Só avisando, para que ninguém sofra spoiler desavisado. Se você não sabe quem são essas pessoas, seria bom dar uma lidinha nos links lá do meu profile.
Reviews serão respondidas e consideradas com carinho. Se você não for membro do Fanfiction ponto Net, por favor, deixe o e-mail para que eu possa responder.
EDIT: Fanfiction editada em 16 de Agosto de 2010; correção de erros de gramática, concordância e gafes de enredo.